- Os ministros do governo britânico se reúnem em Downing Street para discutir a crise, em meio a pressão sobre Keir Starmer para que se afaste.
- Mais de setenta deputados trabalhistas pediram publicamente a demissão de Starmer ou um calendário de retirada, após derrotas eleitorais.
- Starmer afirmou que pretende permanecer no cargo, alertando que conflitos internos poderiam custar votos aos eleitores.
- Parte dos deputados exige uma transição ordenada, com candidatura de um novo líder em setembro, enquanto outros defendem acelerar o processo.
- Entre os nomes cogitados estão Andy Burnham (alcalde de Manchester), Wes Streeting (ministro da Saúde) e, como possíveis opções de esquerda e centro, Angela Rayner e Ed Miliband.
Keir Starmer enfrenta forte pressão interna no Partido Trabalhista após derrotas eleitorais e apelos para que renuncie. Ministros e membros do grupo parlamentar articulam uma saída, com a possibilidade de primárias para escolher novo líder. Downing Street recebe reunião de gabinete.
Fontes próximas ao governo indicam que a ministra do Interior, Shabana Mahmood, e a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, já conversaram com Starmer e pediram que ele se afaste e organize a retirada. O objetivo é evitar uma crise prolongada.
A mensagem tomou força após as eleições locais na Inglaterra, e regionais na Escócia e no País de Gales, onde o Labour sofreu derrota histórica para a ultradireita de Nigel Farage e para os Verdes. Starmer afirmou que pretende continuar à frente do governo.
Apesar do pronunciamento, mais de 70 deputados pediram publicamente a demissão de Starmer ou o lançamento de um calendário de saída, para abrir espaço a primárias. O pleito interno é visto como necessário para evitar o desgaste contínuo.
Caso Starmer apresente a renúncia nesta terça, o Labour deverá esclarecer a transição para escolher um novo líder no congreso, previsto para setembro. Um grupo de rebeldes defende uma transição ordenada para permitir uma candidatura viável.
Entre as opções para suceder Starmer, crescem os nomes de Andy Burnham, prefeito de Manchester, e Wes Streeting, ministro da Saúde, apontado como líder mais próximo da ala direita. Ambos disputariam espaço em uma chapa própria, caso haja eleições internas.
Outras possibilidades ventiladas incluem Angela Rayner, ex-número dois do governo, e Ed Miliband, ex-líder que já enfrentou o desafio no passado. O cenário aponta para uma batalha interna decisiva para o futuro do Labour.
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