- Começou neste domingo o desembarque de mais de cem passageiros do cruzeiro MV Hondius, com 14 espanhóis entre os primeiros a deixar o navio.
- Os espanhóis devem seguir em avião militar para um hospital em Madrid, onde ficarão em quarentena; o navio continua ancorado, sem autorização para atracar.
- O desembarque utiliza lancha do porto e veículos militares para levar os passageiros ao aeroporto de Tenerife Sul.
- Neste domingo, 29 pessoas de várias nacionalidades devem desembarcar para repatriação, indo para Holanda, França, Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos; o último voo com destino à Austrália está previsto para segunda-feira, levando mais seis pessoas.
- A Organização Mundial da Saúde classifica todos a bordo como contatos de alto risco, com observação prevista por quarenta e dois dias; permanecem no navio 43 membros da tripulação, que seguirão viagem à Holanda na segunda-feira.
O cruzeiro MV Hondius, com mais de cem passageiros a bordo, iniciou neste domingo o desembarque no porto de Granadilla de Abona, nas Ilhas Canárias. A operação ocorre em meio a um surto de hantavírus, com a maior parte dos passageiros permanecendo em isolamento a bordo até que haja espaço para a retirada.
Os primeiros a deixarem o navio foram 14 espanhóis, que serão transferidos por lancha ao solo e, em seguida, por veículo militar, até o aeroporto de Tenerife Sul. Eles seguem para um hospital de Madrid, onde ficarão em quarentena. O navio segue ancorado, sem permissão para atracar.
A previsão inicial indica que o resgate se estenderá até segunda-feira. Diversos países enviaram aeronaves para repatriar cidadãos de várias nacionalidades. Até o momento, há viajantes de mais de 20 nacionalidades a bordo.
Desembarque por nacionalidades
Para este domingo está programado o desembarque de 29 pessoas para a Holanda, além de repatriações para França, Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Os passageiros só deixam o navio quando as aeronaves estiverem prontas para decolar.
O último voo de repatriação deverá partir na segunda-feira com destino à Austrália, levando mais seis pessoas de várias nacionalidades. A operação ocorre sem contato com a população local, em trechos isolados do porto e do aeroporto.
Isolamento e monitoramento
Continuam no navio os 43 membros da tripulação, que viajarão à Holanda na segunda-feira, onde está registrada a propriedade do MV Hondius. A Organização Mundial da Saúde declarou os ocupantes como contatos de alto risco, com observação por 42 dias.
A OMS informou que o risco de disseminação é baixo e que o hantavírus a bordo é da cepa Andes, transmitida entre humanos no fim de semana. O alerta não é considerado uma nova pandemia, segundo autoridades sanitárias.
Ainda segundo a OMS, não há relatos de novos casos com sintomas após os primeiros casos. Três passageiros morreram desde o início do surto, e outras cinco pessoas deixaram o navio sob suspeita de infecção, com três casos confirmados. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus chegou à Espanha para acompanhar a operação.
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