- Péter Magyar, conservador europeísta de 45 anos, tomou posse como novo primeiro-ministro da Hungria após a vitória do seu partido, Tiszá, nas eleições de 12 de abril, encerrando a era de Viktor Orbán.
- Magyar afirmou ter mandato para “sair a democracia do hospital” e iniciar uma transição rumo a um sistema democrático mais estável, com foco na restauração do Estado de direito.
- Mudanças já aparecem: quarto do gabinete é composto por mulheres, Agnes Horváth, como presidente da Câmara, e Krisztián Kőszegi como vice-presidente; a maioria absoluta permite revisar instituições e políticas anteriores.
- O governo promete desmantelar o que considera o “mafia-Estado” de Orbán, buscando maior independência do judiciário, e reorganizar os meios de comunicação e as universidades; há investigações sobre aliados de Orbán por fuga de capitais.
- Política externa e direitos permanecem estáveis: pouca mudança esperada em migratórios e LGTBIQ+, e Bruxelas celebra menor alinhamento com regimes autocráticos; pesquisas indicam apoio contido a novas adesões de Ucrânia à União Europeia.
O novo governo conservador de Hungria assume o poder após eleições de 12 de abril, encerrando 16 anos de liderança de Viktor Orbán. Peter Magyar, de 45 anos, tomou posse como primeiro ministro no Parlamento de Budapeste, em meio a comemorações na praça e ao Danúbio.
Magyar lidera o partido Tiszta Sentido (Tizsa) e prometeu atuar para devolver a democracia húngara ao estado de direito. O mandato busca reverter reformas anteriores, fortalecendo tribunais, imprensa independente e instituições públicas, com foco em um regime mais transparente.
A posse ocorreu com grande mobilização popular; multidões ocuparam as ruas próximas ao Parlamento, enquanto a nova equipe de governo já sinalizava mudanças rápidas. A coalizão de Magyar possui maioria, o que facilita reformas institucionais.
Entre as primeiras mudanças, 25% do nuevo conselho de ministros é composto por mulheres, incluindo a presidente da câmara Agnes Horvath e o vice-presidente Krisztián Kőszegi, marcando uma guinada histórica na composição do governo.
A oposição não participou da atual legislatura, pois os partidos se retiraram nas eleições anteriores, o que dá ao governo de Magyar amplos poderes para reformar o aparato estatal e o sistema midiático, segundo analistas.
No âmbito externo, prevalece cautela. O governo central mantém postura europeísta, mas o apoio à adesão da Ucrânia à UE permanece um tema sensível entre a população, conforme pesquisas regionais.
Analistas destacam que, embora haja otimismo com o retorno a regras democráticas, o cenário continental mostra que o populismo de direita ainda avança em outros países da região e da Europa Ocidental.
Enquanto isso, a cidade de Budapeste observa uma transição marcada por discursos de mudança e por símbolos europeus, como a bandeira da UE hasteada no Parlamento pela primeira vez desde 2014.
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