- Péter Magyar, 45 anos, tornou-se o novo primeiro‑ministro da Hungria, encerrando a era iliberal de Viktor Orbán.
- A investidura ocorreu no Parlamento, com 140 votos a favor e 54 contra.
- Magyar afirmou que os cidadãos querem mudança de sistema, não apenas de governo, e prometeu restaurar o Estado de direito.
- O premiê planeja desfazer o legado de Orbán, promover reformas internas e buscar desbloquear fundos europeus; o forint reagiu positivamente a essa perspectiva.
- A União Europeia reagiu com felicitação; há otimismo quanto reformas, mas cautela sobre política externa e relação com Rússia e Ucrânia.
Péter Magyar, conservador de 45 anos, tomou posse como novo primeiro-ministro da Hungria neste sábado, no Parlamento de Budapeste, encerrando 16 anos de liderança iliberal de Viktor Orbán. Em seu discurso de investidura, Magyar afirmou que os cidadãos querem mudar o sistema, não apenas o governo, e pediu apoio dos deputados para as mudanças políticas.
A cerimônia ocorreu no interior do Parlamento, em tom sóbrio, diante de uma maioria que sustenta o novo governo. Magyar foi eleito com 140 votos a favor e 54 contra, mantendo o apoio de sua base, enquanto o Fidesz, aliado de Orbán, votou contra.
Contexto e prioridades
Magyar promete restaurar o Estado de direito e desmontar estruturas de poder associadas ao governo anterior. O premiê indicou que pretende desbloquear fundos europeus e revisar a relação com Bruxelas, Moscou e Washington. Também vereficou a intenção de desfazer medidas controversas de Orbán e enfrentar possíveis desvios de recursos públicos.
Reações e próximos passos
Reações internacionais chegaram rapidamente. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, parabenizou Magyar, ressaltando a abertura de um novo capítulo para a Hungria. Economistas apontam que o câmbio ganhou fôlego após o anúncio da possível liberação dos fundos europeus, com o forinto valorizando-se frente ao euro.
Desafios internos e externos
O novo governo terá apoio de uma supermaioria para mudanças constitucionais, se necessário, para desfazer o legado de Orbán. Magyar indicou que cargos próximos ao antigo governo devem ser cargo por cargos abandonar a gestão até o fim do mês, como parte de uma transição de governo. O objetivo central é reaproximar a Hungria da UE, mantendo cautela sobre a adesão de Ucrânia e a dependência energética da Rússia.
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