- O rei da Dinamarca pediu a Troels Lund Poulsen, líder do Partido Liberal de centro-direita, que tente formar um novo governo após a primeira-ministra Mette Frederiksen falhar em costurar uma coalizão.
- Frederiksen, do Partido Social Democrata, viu seu bloco obter a maior linha de votos, mas sem maioria, em eleições parlamentares em março, em uma eleição marcada pela fragmentação partidária.
- O ex-ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, endossou Poulsen após deixar as negociações, sendo visto como fator decisivo entre Frederiksen e Poulsen.
- A imigração tornou-se tema quente na Dinamarca, com partidos de esquerda adotando políticas mais restritivas; o rei indicou que o Partido Popular Dinamarquês pressionou por Poulsen com o objetivo de medidas que levariam à “net-exodus” muçulmana.
- Frederiksen afirmou que há possibilidade crescente de um governo de direita, enquanto analistas dizem que, se Poulsen não conseguir formar coalizão, Frederiksen pode retornar com uma coalizão própria.
O rei da Dinamarca pediu a Troels Lund Poulsen, líder do bloco liberal de centro, que tente formar um novo governo após a primeira-ministra Mette Frederiksen falhar em costurar uma coalizão estável. A decisão foi anunciada na noite de sexta-feira, surpreendendo o cenário político.
Frederiksen tentou, sem sucesso, alinhar apoio entre as forças de esquerda e partidos de centro. O Social-Democratas, que teve a maior votação, não alcançou maioria parlamentar. Lars Løkke Rasmussen decidiu apoiar Poulsen, abrindo caminho para uma possível maioria de direita.
A janela para formar governo se manteve estreita, com o tema imigração em foco e pressão de partidos menores. Rasmussen foi visto como o articulador que pode viabilizar a coalizão entre conservadores, liberais e outros atores do espectro de centro.
Quem está envolvido
Troels Lund Poulsen, presidente do Partido Liberal, é apontado como o principal articulador da nova investidura. Frederiksen lidera os Social-Democratas, derrotados em termos de maioria, mas ainda influentes no cenário parlamentar. Lars Løkke Rasmussen, ex-ministro, decidiu apoiar Poulsen.
Poulsen, então ministro da defesa, passa a enfrentar o desafio de costurar apoio entre partidos de direita com posições divergentes. Frederiksen destacou que a configuração atual do parlamento permite a formação de um governo de direita, caso haja alinhamento entre as forças disponíveis.
A Dinamarca viveu uma semana de intensas negociações, com partidos debatendo medidas de imigração, segurança e políticas fiscais. A evolução dependerá da capacidade de Poulsen de assegurar votos suficientes para uma maioria estável no Folketing.
Entre na conversa da comunidade