- O plan de Trump para repintar a Eisenhower Executive Office Building, em Washington, DC, com tinta branca na fachada de granito, pode custar cerca de US$ 7,5 milhões.
- A proposta foi discutida em reunião da National Capital Planning Commission, em 7 de maio, com oposição de preservacionistas e público; comissão pediu mais detalhes sobre impactos visuais e físicos e opções menos onerosas.
- O relatório técnico indicou apoio inicial à limpeza, repintura, vedação e restauração das fachadas, mas enfatizou a necessidade de mais informações, incluindo impactos no prédio e no Distrito Histórico de Lafayette Square.
- O custo inicial não inclui limpeza preparatória nem reparos posteriores, e há dúvidas sobre a durabilidade estimada de cerca de 25 anos; é preciso testar o desempenho da tinta de silicato em granito semelhante.
- A maioria dos comentadores públicos foi contrária; grupos legais que contestam o projeto e críticos questionaram a necessidade e a manutenção contínua, enquanto a NCPC aprovou, por maioria, a continuação da avaliação e a solicitação de mais detalhes.
O plano do presidente Donald Trump de “embelezar” o Eisenhower Executive Office Building (EEOB) ao pintar a fachada em granito de branco pode custar cerca de 7,5 milhões de dólares. A proposta foi apresentada à National Capital Planning Commission (NCPC) na tarde de 7 de maio, em Washington, DC, gerando debate entre conservacionistas, público e membros da comissão.
A NCPC aprovou uma moção pedindo mais detalhes sobre os impactos visuais e físicos da pintura no edifício histórico, bem como os custos de manutenção contínua. A comissão também questionou alternativas menos invasivas, como iluminação externa, para tornar o prédio mais claro sem intervenções estruturais significativas.
Relatório técnico da NCPC, apresentado pelo urbanista Michael Weil, mostrou que o EEOB passou por limpeza e modernização entre 2004 e 2012. Os técnicos apoiam a ideia de limpar, repintar, vedar e restaurar fachadas, mas destacam a necessidade de informações adicionais para avaliação completa do projeto.
Controvérsia pública
Diversos oradores criticaram a proposta durante a sessão pública. Grupos ligados à Cultural Heritage Partners, que acionam o governo federal em andamento judicial, defenderam a rejeição do plano. Um palestrante ressaltou preocupações sobre o custo, a manutenção e os efeitos de longo prazo da pintura.
Outro participante enfatizou que o edifício foi limpo apenas duas vezes em 150 anos e questionou a necessidade de uma solução estética temporária. A comparação com cenários de filmes reforçou a posição de que manter o histórico pode exigir cautela, dada a importância da preservação.
No momento da votação, a NCPC aprovou, quase por unanimidade, a continuidade do processo para obter informações adicionais. O único voto ausente veio de Arrington Dixon, que não respondeu durante a chamada. A decisão segue para fases futuras de avaliação e consulta.
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