- A oposição formada por PSD e AUR aprovou moção de confiança, derrubando o primeiro-ministro Ilie Bolojan com 281 votos, acima dos 233 necessários.
- Bolojan liderava uma coalizão de quatro partidos; o PSD deixou o governo por causa de medidas de austeridade impopulares e fechou acordo com AUR.
- A oposição afirmou que o país precisava de uma liderança capaz de colaborar e de reformas reais; o PSD criticou a gestão de Bolojan.
- O presidente Nicusor Dan manteve Bolojan como premiê interino por até 45 dias, quando deverá indicar um novo chefe de governo; eleições antecipadas não estão previstas.
- A crise pode comprometer a economia, com prazo até 31 de agosto para reduzir o déficit e liberar quase 10 bilhões de euros em fundos da União Europeia; o leu atingeu recorde frente ao euro.
O Parlamento da Romênia aprovou nesta terça-feira uma moção de desconfiança contra o primeiro-ministro Ilie Bolojan, articulada por uma aliança entre a oposição de esquerda e a direita radical. O voto, de 281 a favor, superou amplamente os 233 necessários para a afastamento, abrindo crise política no país. O resultado ocorre em meio a uma agenda de ajuste fiscal e reformas prometidas pelo governo.
Bolojan liderava uma coalizão de quatro partidos. Logo após o voto, o grupo foi visto como responsável por medidas de austeridade impopulares, que alimentaram descontentamento dentro da base governista. O PSD, partido de esquerda, alinhou-se com o AUR, força de direita extremista, para depor o premiê.
Contexto político e próximos passos
A Romênia enfrenta instabilidade desde o fim de 2024, quando houve questionamentos sobre a legitimidade de eleições, alegações de interferência externa e dificuldades com inflação e déficit orçamentário. O presidente Nicușor Dan deverá indicar um novo premiê nos próximos 45 dias, mantendo Bolojan como líder interino com poderes limitados.
A prioridade do governo interino é assegurar a recuperação de fundos da UE e reduzir o déficit até 31 de agosto, para liberar quase 10 bilhões de euros em recursos de recuperação. O país não tem eleições antecipadas previstas, com o pleito remoto marcado apenas para 2028, segundo autoridades.
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