- Dois democratas dos EUA, Pramila Jayapal e Jonathan Jackson, visitaram Cuba e se reuniram com o presidente Miguel Díaz-Canel, o ministro Bruno Rodríguez e membros do parlamento.
- Eles viram de perto os efeitos do bloqueio energético dos EUA e defenderam uma solução permanente para a crise entre os dois países.
- Díaz-Canel chamou o bloqueio de dano criminoso e disse que o governo está aberto a diálogo para resolver as diferenças, mantendo a soberania.
- O contexto inclui sanções americanas, ameaça de tarifas e, recentemente, a chegada de um cargueiro-tanque russo ao terminal de Matanzas, com possível processamento de diesel para atender a demanda cubana por dias.
- Jackson comparou o bloqueio ao estreito de Hormuz e pediu o fim do embargo, defendendo fluxo livre de energia na região, enquanto Trump é citado como sinalizando uma aproximação com Cuba.
Dois congressistas democratas dos EUA visitaram Cuba e defenderam uma solução permanente para a crise energética que afeta a ilha. A viagem de cinco dias terminou no fim de semana, após encontros com o presidente Miguel Díaz-Canel, o ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez e membros do parlamento cubano.
Durante a missão, Díaz-Canel criticou o embargo energético imposto pelos EUA e destacou a disposição de manter diálogo bilateral sério e responsável para buscar soluções. A visita ocorreu em meio a tensões geradas pela política americana em relação a Cuba.
Pramila Jayapal, de Washington, afirmou que o bloqueio é dano criminoso e que a pressão sobre a infraestrutura energética não pode continuar. Jonathan Jackson, de Illinois, descreveu Cuba como a parte mais sancionada do planeta e pediu uma saída permanente para a crise.
As negociações de alto nível entre os dois países continuam, segundo fontes, sob a coordenação do secretário de Estado, Marco Rubio. O objetivo é encontrar caminhos para normalizar relações e facilitar o abastecimento de combustível sem prejudicar a soberania cubana.
O embargo levou a quedas no fornecimento de petróleo, interrupções no transporte público, desabastecimento de combustível e interrupções em hospitais e serviços. Em março, um cargueiro russo, o Anatoly Kolodkin, foi autorizado a aportar em Matanzas com 700 mil barris de crude, gerando estimativas de produção de diesel para dias.
Ao fim da visita, Jayapal afirmou que avanços anunciados por Cuba, como abertura econômica a investimentos de cubano-americanos e a liberação de mais de 2 mil prisioneiros, indicam que chegou o momento de negociações reais e de rever políticas antigas. Jackson reforçou a necessidade de facilitar o fluxo de energia na região.
Fontes oficiais indicaram que as conversas devem seguir de forma diplomática, com foco em medidas concretas para reduzir impactos humanos e preservar soberania. Não houve anúncio de acordos imediatos nem de prazos para a continuidade das negociações.
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