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Trump avalia saída dos EUA da OTAN e chama a aliança de ‘tigre de papel’

Trump diz que pode retirar os EUA da OTAN, classifica a aliança como tigre de papel e sinaliza reavaliação da presença americana

Trump disse que não “insistiu muito” para que a OTAN se envolvesse no conflito porque acredita que isso deveria ter sido “automático”.
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  • Donald Trump sinalizou que pode retirar os EUA da OTAN e classificou a aliança como um “tigre de papel” em entrevista ao The Telegraph.
  • Ele afirmou que isso vai além de uma simples reconsideração sobre a permanência na aliança.
  • O presidente disse que os EUA estiveram “automaticamente” envolvidos na Ucrânia, mas que não considerava a invasão russa um problema dos EUA e que os aliados não retribuíram como deveriam.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, disse à Fox News que, após o conflito, a relação com a OTAN precisa ser reexaminada se os europeus não abrirem bases quando necessário.
  • Diversos países europeus da OTAN restringiram o espaço aéreo para aviões dos EUA na guerra com o Irã; Espanha, França e Itália adotaram medidas, com a Espanha criticando a guerra e a Itália negando uso de base na Sicília.

Donald Trump sinalizou que avalia a retirada dos Estados Unidos da OTAN, descrevendo a aliança como um “tigre de papel” em entrevista ao The Telegraph publicada nesta quarta-feira. O tema surge após críticas à relutância do bloco em apoiar Washington em conflitos recentes e na reabertura do Estreito de Hormuz.

Segundo Trump, a participação dos EUA na OTAN não foi insistida como deveria, e ele acredita que a entrada automática em ações da aliança deveria ocorrer. O ex-presidente afirma que os EUA estiveram envolvidos de forma automática na Ucrânia, mesmo sem apoio evidente de alguns aliados.

A entrevista ocorre em meio a tensões com aliados europeus sobre apoio mútuo em guerras recentes. Em Washington, o secretário de Estado Marco Rubio sugeriu que a relação com a OTAN pode ser reavaliada após o atual conflito, caso as bases norte-americanas não sejam permitidas para uso quando necessários.

Na esfera europeia, alguns membros restringiram ou fecharam espaços aéreos para aeronaves dos EUA envolvidas no conflito com o Irã. Espanha, França e Itália foram citadas entre os países que endureceram limites ao uso de bases e de espaço aéreo para ações ligadas ao Irã.

Notas sobre ambiente político: a Espanha classificou a guerra como ilegal e injusta, negando autorização para bases ou uso de espaço aéreo para operações na região. A Itália também negou o uso de sua base na Sicília por aeronaves americanas. Trump criticou ainda a França por não facilitar sobrevoos de cargas para Israel.

O debate sobre a participação da OTAN persiste enquanto Washington e seus aliados discutem estratégias de defesa e mobilidade militar. O tema envolve decisões de política externa com impactos sobre alianças, bases e acordos de uso de infraestrutura entre países.

Fonte: reportagem originalmente publicada em Forbes.

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