- Catatumbo é região fronteiriça com a venezuela, hantada por disputa entre o (ELN) e dissidências das extintas FARC, com minas, drones e controle armado.
- Desde 16 de janeiro de 2025, após um assassinato relatado em um veículo fúnebre, houve agravação da crise humanitária: 99.000 moradores tiveram de abandonar suas casas; mais de 4.000 evacuações emergenciais e centenas de eventos violentos em 2025.
- O território é um dos maiores focos de cultivo de coca do país, com infraestrutura precária, carência de água potável e presença estatal praticamente ausente em muitas áreas.
- Escalonada por uma mobilização humanitária, uma comitiva de mais de vinte instituições buscou atender vítimas, oferecendo apoio médico e social em meio ao medo de novos ataques.
- O recrutamento de jovens e o medo persistente mantêm moradores no local, muitos afirmando que permanecer é resistência, enquanto aguardam por investimentos sociais e ações do Estado.
El Catatumbo, região fronteiriça com a Venezuela, permanece sob regime de acesso restrito. Grupos armados controlam entradas e saídas, deslocando moradores e comerciantes. A presença militar e as explosões marcaram o dia a dia de uma zona em crise humanitária há mais de um ano.
Recorda-se que a violência concentra-se em torno de Tibú, a cidade mais afetada, e de comunidades rurais. O território é um polo de cultivo de coca, petróleo e carvão, com deslocados que somam dezenas de milhares. A vida cotidiana gira em torno de zonas de risco, minas e drones usados em operações.
Um ônibus que seguia pelo Catatumbo foi parado por um guerrilheiro em Tibú. O episódio, sem disparos, evidenciou a tensão entre autoridades, grupos armados e população civil. O veículo ficou parado e houve aproximação entre civis, militares e o que parecia ser um confronto potencial.
A crise humanitária é reconhecida por organizações locais: quase 100.000 vizinhos foram obrigados a abandonar casa e cultivo desde 2025, e milhares de moradores vivem em acampamentos ou sob deslocamento forçado contínuo. As condições incluem falta de água potável, saúde precária e infraestrutura deteriorada.
Contexto
Desde janeiro de 2025, o Catatumbo vive o auge de um conflito entre o ELN e uma dissidência das FARC, o Front 33. A violência explode em ataques, assassinatos e ataques a comunidades inteiras, transformando estradas em rotas de risco e vilarejos em zonas cercadas.
Deslocamento e vida cotidiana
Segundo dados locais, mais de 30 mil pessoas enfrentam confinamento intermitente. Em vilarejos, escolas, serviços de saúde e comunicações sofrem com a ausência de investimentos estatais. Moradores relatam dificuldades de registrar crianças e de manter a subsistência de famílias inteiras.
Ajuda humanitária
Uma comitiva liderada por organizações locais aproxima-se de comunidades para distribuição de apoio emergencial. Em algumas comunidades, dezenas de instituições atuam apenas por curto espaço de tempo, buscando respostas rápidas para necessidades básicas.
Perspectiva da população
Líderes comunitários relatam que a saída do território não é simples nem segura. O medo persiste entre civis que desejam retornar às atividades produtivas, como cultivo e comércio, mas enfrentam o risco constante de novos ataques e recrutamento de menores.
Desafios estruturais
As vias terrestres permanecem sem manutenção há anos. Falta de água potável, assistência médica escassa e ausência de serviços públicos básicos agravam a vulnerabilidade. A população aguarda ações efetivas do Estado para mudanças duradouras.
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