- Hanne, 16 anos, de Sussex, ficou presa na Dinamarca após ter o embarque negado para Londres por causa de novas regras de fronteira para nacionais duais do Reino Unido.
- A estudante estava no fim de semana com o pai britânico, que leciona em Copenhague, e ainda não tem seu passaporte britânico, embora tenha solicitado.
- O check-in para o retorno em oito de março não permitiu que ela embarcasse; a companhia Norwegian acionou a embaixada britânica, sem solução imediata.
- O MP James MacCleary pediu intervenção, citando dificuldades causadas pela comunicação e planejamento do governo sobre as mudanças para nacionais duais.
- A escola da menina enviou uma carta aos pais; a família já perdeu duas semanas de aula, com potencial atraso de até seis semanas para obter um novo passaporte, apesar de a menina ter direito a retornar como cidadã britânica.
- A nova regra, em vigor desde vinte e cinco de fevereiro, exige que nacionais duais apresentem passaporte britânico válido, ou certificado de entitlement, com custo de £589.
A menina britânica de 16 anos ficou presa na Dinamarca após não ser autorizada a embarcar de Copenhagen para Londres. A jovem, que está no Reino Unido com status de cidadã britânica, teve o embarque negado por causa de novas regras de fronteira para nacionais duais.
Hanne, moradora de Sussex, estava de passagem com a mãe após uma visita ao pai, professor em estágio em uma universidade dinamarquesa. O retorno ocorreria em 8 de março, quando a dupla tentou fazer o check-in e houve a recusa.
A família já havia solicitado o passaporte britânico antes da viagem, mas ainda aguardava a emissão. O atraso impediu que a estudante participasse de atividades escolares previstas para a próxima semana.
A mãe relatou que o aplicativo de check-in permitiu que a mãe concluísse o procedimento, mas não permitiu o de Hanne. Ao chegar ao aeroporto, o embarque foi negado pela companhia aérea Norwegian.
Contexto das regras
A mudança, em vigor desde 25 de fevereiro, exige que nacionais britânicos duais apresentem passaporte britânico válido, passaporte expirado ou certificado de direito de residência para embarcar em viagens para o Reino Unido. A regra já afetou outras famílias, segundo a imprensa.
O governo britânico informou que orientações sobre viagens com documento de prova de nacionalidade estavam disponíveis desde outubro de 2024. Em alguns casos, a decisão de aceitação de documentos ficou a critério das companhias aéreas.
Impacto educacional e jurídico
A escola de Hanne enviou uma carta aos responsáveis para sustentar a necessidade de retorno, destacando que a estudante está com as aulas suspensas e corre risco de perder avaliações importantes. O caso suscitou cobrança por alternativas mais rápidas de retorno para nacionais duais.
Um parlamentar britânico pediu intervenção para encontrar uma saída de baixo custo para famílias afetadas e evitar que crianças fiquem presas no exterior. Advogados enfatizaram que medidas de proteção à criança devem orientar decisões de imigração.
O Ministério do Interior afirmou que a legislação prevê salvaguardas, mas reconheceu que a situação exige análise cuidadosa de casos específicos. A situação permanece sob avaliação e a família busca soluções para o retorno de Hanne ao Reino Unido.
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