- A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, reconheceu o “gesto de acercamiento” do rei Felipe VI durante a visita dele à exposição de mulheres indígenas enviada pelo México a Espanha no outono.
- Ela destacou que, diferente de anos anteriores, houve reconhecimento da iniciativa do rei e lembrou a carta de López Obrador pedindo perdão pela Conquista, que havia endurecido as relações.
- Espanha e México vêm descongelando tensões, com gestos diplomáticos que buscam reconduzir o relacionamento político, o ponto de maior atrito nas relações entre os dois países.
- O ministro espanhol de Exteriores, José Manuel Albares, já havia reconhecido, em outubro, a “dor e injustiça” causadas aos povos originários durante a colonização, abrindo caminho para o diálogo.
- A cultura vem atuando como ponte nesse processo, com aparições em eventos como a Feira Internacional do Livro de Guadalajara e o prêmio Princesa de Asturias concedido a representantes mexicanos.
A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, destacou o gesto de aproximação do rei Felipe VI ao reconhecer abusos durante a Conquista. A fala ocorreu dias após a visita da presidente a uma exposição de mulheres indígenas enviada do México à Espanha neste outono. A declaración do monarca mencionou abusos e controvérsias éticas na colonização, sinalizando uma mudança de tom diplomático.
Sheinbaum afirmou que o gesto de reconciliação marca um avanço em relação a anos anteriores, quando não houve reconhecimento explícito da carta de perdão solicitada pelo presidente López Obrador. A fala ocorre em um contexto de desaquecimento relativo das relações, que vinham com períodos de atrito entre os dois países.
Paralelo a isso, o ministro espanhol de Exteriores, José Manuel Albares, já havia sinalizado um passo nessa direção ao reconhecer, em outubro, o doloroso e injusto tratamento aos povos originários durante a colonização. O posicionamento público de Albares ocorreu durante a inauguração da exposição visitada pelo rei.
Avanços culturais como ponte
A cada sinal de mudança, artistas e instituições passaram a desempenhar papel de ponte entre as duas nações. Premiação Princesa de Astúrias foi atribuída a Graciela Iturbide, mexicana, e ao Museo Nacional de Antropología, do México, refletindo uma via de reconciliação por meio da cultura. Eventos como a FIL de Guadalajara também contribuíram para o reencaminhamento.
Além disso, a participação de México como país convidado em feiras espanholas ajuda a manter o canal aberto entre governos. Em paralelo, Madrid tem recebido o México como país convidado na Fitur, reforçando o intercâmbio econômico e cultural.
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