- O líder da Frente Nacional, Jordan Bardella, pediu aos eleitores que apoiem a campanha de “bom senso e ordem” no segundo turno das eleições municipais.
- No primeiro turno, o RN manteve a maior cidade que administra: Perpignan, com Louis Aliot reeleito prefeito; a cidade tem cerca de 121 mil habitantes, perto da fronteira com a Espanha.
- O RN também mira tomar Toulon no segundo turno, mas o sucesso depende de alianças com outros partidos para impedir o avanço da legenda.
- A França Insoumise, do líder Jean-Luc Mélenchon, também busca espaço local e disputará posições em Lille e Roubaix, com abertura a formar um “frente antifascista” para impedir o RN.
- As eleições municipais são vistas como teste da temperatura política antes da eleição presidencial de 2027, com participação estimada entre 56% e 58,5%, bem abaixo de 2014.
O RN (National Rally) manteve a maior cidade sob sua gestão após o primeiro turno das eleições municipais na França. Em Perpignan, Louis Aliot foi reeleito prefeito na primeira passagem, cidade de cerca de 121 mil habitantes, perto da fronteira com a Espanha.
O partido ultrasseguro mira ampliar sua atuação em Toulon, cidade litorânea do sul que passará ao segundo turno. O resultado dependerá de alianças entre outras formações para impedir o avanço do RN.
O líder do RN, Jordan Bardella, pediu apoio à campanha de “bom senso e ordem” no segundo turno, visando consolidar mais vitórias locais. A agenda do RN concentra-se em questões locais como segurança e serviços públicos.
Desdobramentos locais
Ladeira abaixo, Lille e Roubaix no norte também devem ir a segundo turno, com o peso das candidaturas de esquerda. O objetivo central é ampliar o número de vereadores e conselhos locais.
Em Le Havre, Edouard Philippe ganhou força na primeira rodada e enfrentará o segundo turno. O ex-primeiro ministro pode ver sua campanha questionada caso não conquiste a cidade que administra desde 2014.
Contexto nacional
As eleições municipais, com voto indireto em 35 mil locais, são vistas como teste da temperatura política antes da eleição presidencial de 2027. A participação tende a ficar entre 56% e 58,5%, segundo estimativas de institutos.
Analistas destacam que a abstenção recorde de 2020 não se repete, mas ainda sinaliza desinteresse entre eleitores. A fragmentação partidária aumenta a necessidade de alianças estratégicas para governos locais.
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