- O chefe da Yara International afirma que o fornecimento global de alimentos pode sofrer bastante neste ano se o conflito no Irã se prolongar.
- Holsether disse que, se o estreito de Hormuz fosse fechado por um ano, seria catastrófico para a alimentação, com potencial redução de até cinquenta por cento na produção de algumas culturas na primeira colheita.
- O preço de matérias-primas de fertilizantes subiu desde o início do conflito, com o uréia aumentando cerca de 210 dólares por tonelada, de 487 para 700 dólares.
- A produção em Qatar e Irã foi reduzida pelo conflito, e alguns governos asiáticos passaram a impor racionamento de gás, elevando o custo de produção de fertilizantes.
- A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura alerta que o aumento de preços de alimentos e combustíveis pode piorar a fome entre populações vulneráveis na região e além.
Svein Tore Holsether, CEO da Yara International, afirmou que o abastecimento global de alimentos pode sofrer, neste ano, se o conflito com o Irã se prolongar. A declaração alerta para impactos agravados pelos preços elevados de fertilizantes.
Holsether ressaltou que fertilizantes são críticos para safras e que um conflito prolongado pode reduzir significativamente a produção. A conversa ocorreu em meio a sinais de interrupção de fornecimentos e altas de preços no setor.
Segundo ele, a região do Golfo representa uma parcela relevante de matérias-primas de fertilizantes, incluindo ureia e amônia, o que eleva o risco para a cadeia produtiva global.
Se o Estreito de Hormuz fosse fechado por um ano, o impacto seria considerado catastrófico, afirmou o executivo. A redução de nutrientes para plantas poderia reduzir rendimentos agrícolas, especialmente em culturas europeias de verão.
Holsether explicou que o custo de produção de fertilizantes já subiu, com o preço do gás atingindo níveis elevados. A resposta de governos já incluiu racionamento de gás em alguns países asiáticos.
De acordo com o executivo, a produção em Qatar e Irã caiu como consequência direta do conflito. A alta nos preços de energia tende a repassar para o custo dos fertilizantes.
Ele observou ainda que, em um leilão global de fertilizantes, países ricos tendem a ter maior poder de compra, o que pode acentuar a vulnerabilidade de nações mais pobres. O alerta é para evitar impactos desproporcionais.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) já havia indicado que o aumento de preços de alimentos e combustível pode ampliar a fome entre populações vulneráveis, tanto na região quanto em outras partes do mundo. Fonte: The Guardian.
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