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Espanha perdoará formalmente 53 mulheres presas pelo regime de Franco

Governo espanhol perdoa 53 mulheres presas pelo regime de Franco; reconhecidas como vítimas de repressão e com punições anuladas

Photographs from Provincial Historical Archive in Seville, Spain, of women in centres belonging to the Women’s Protection Board, in Madrid.
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  • Governo espanhol vai perdoar formalmente 53 mulheres presas durante o regime de Franco por serem consideradas “caídas” ou propensas a cair.
  • As jovens foram detidas na adolescência pela Junta de Proteção às Mulheres, mantida por ordens religiosas, sob supervisão de Carmen Polo.
  • A cerimônia de perdão ocorrerá na próxima semana, com reconhecimento das mulheres como vítimas da repressão franquista e anulação de punições administrativas ou legais.
  • O órgão responsável pela investigação da junta recebeu até agora 1.600 declarações de ex‑pacientes.
  • Entre as histórias, destaca-se Eva García de la Torre, primeira mulher oficialmente reconhecida como vítima; outras foram enquadradas por motivos como “demasiado de rua” ou orientação sexual.

A Espanha anunciará o perdão formal a 53 mulheres que permaneceram privadas de liberdade por regime de Franco. Elas integram uma lista de milhares de pessoas presas pela chamada Junta de Proteção da Mulheres, criada para controlar comportamentos considerados inadequados pela igreja.

As detentas eram jovens, encaminhadas a instituições geridas por ordens religiosas. O órgão era supervisionado pela esposa do ditador, Carmen Polo, e teve origem em 1902 para combater a prostituição, ganhando funções repressivas a partir de 1941, após a guerra civil.

O Ministério da Memória Democrática informou que, no ato de perdão, as condenações legais ou administrativas contra as mulheres serão anuladas, reconhecendo-as como vítimas de repressão franquista por motivos políticos, ideológicos ou de gênero. A cerimônia ocorrerá na próxima semana.

Até o momento, o órgão responsável pelas investigações recebeu 1.600 declarações de mulheres que passaram pelas instituições. Eva García de la Torre, primeira mulher reconhecida como vítima, foi presa por ter escrito sobre sexualidade e, após a libertação, tornou-se prefeita de O Porriño, na Galícia; ela faleceu em 2022.

Outras mulheres foram detidas por serem consideradas excessivamente ligadas à rua ou por se enquadrarem em estereótipos de conduta feminina. Especialistas indicam que a atuação do board contou com apoio público e envolvimento de familiares e vizinhos que denunciaram jovens às autoridades.

Em resposta, representantes das ordens religiosas responsáveis pelo board apresentaram, no ano passado, uma retratação pública. Grupos de vítimas, no entanto, rejeitaram o perdão e cobraram verdade, justiça e reparação para as sobreviventes.

Contexto histórico

O board foi alvo de críticas históricas por ter funcionado como mecanismo de controle e punição de meninas e mulheres, com base em normas morais amplamente influenciadas pela igreja. Pesquisadores destacam que o comportamento considerado aceitável moldava-se pela pressão social, institucional e familiar.

As investigações sobre o período continuam, com foco em esclarecer casos individuais, identificar responsáveis e assegurar compensações apropriadas. O governo destacou o esforço contínuo para enfrentar as memórias de repressão e promover a reparação às vítimas.

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