- Paul Keating voltou a acusar o Sydney Morning Herald e o Age de entregar uma “predição irresponsável” sobre uma possível guerra da Austrália com a China, publicada há três anos.
- Ele aproveitou o terceiro aniversário da série Red Alert para reiterar críticas ao repórter internacional Peter Hartcher, autor principal da matéria.
- A série de 2023 afirmou que a Austrália precisava estar pronta para lutar em apenas três anos, segundo cinco especialistas, apesar de diretrizes oficiais indicarem menos de dez anos de aviso.
- Keating classificou Hartcher como maladroite e retomou insultos anteriores, citando também o tom da cobertura na época.
- Nine e Hartcher não se pronunciaram sobre as acusações.
O ex-primeiro-ministro Paul Keating voltou a criticar publicamente o grupo de jornais Nine, alegando que o conjunto de reportagens Red Alert criou um retrato alarmista sobre uma possível guerra com a China. A nova ofensiva ocorre três anos após a publicação original, em que o tema ganhou grande repercussão no Sydney Morning Herald e no The Age.
Keating sustenta que as previsões apresentadas na época não se materializaram e classifica as afirmações como imprudentes. O posicionamento aparece no momento de reavivamento de críticas contra o repórter internacional Peter Hartcher, principal autor da série, segundo o ex-chefe de governo. O desdobramento ocorre após críticas reiteradas de Keating ao tom sensacionalista da série.
O episódio remete ao dia 7 de março de 2023, quando as capas dos jornais noticiaram a possibilidade de guerra com a China em três anos, segundo um grupo de cinco especialistas em segurança. O texto apontava a China como fonte principal de perigo para a Austrália e indicava que seria necessária preparação para eventual conflito. A síntese, chamada Red Alert, mencionava que o cronograma oficial de Canberra previa menos de 10 anos de aviso.
Na resposta pública, Keating descreveu como desprovidas de fundamentação as afirmações da época e criticou a condução editorial do material. O ex-primeiro-ministro também voltou a alvo o editor internacional, o que gerou novas declarações de resposta por meio de artigos de opinião publicados no ano anterior, destacando divergências sobre o tom e o objetivo da reportagem.
O confronto envolve ainda o editor Bevan Shields, que deixou o cargo, e o atual editor Jordan Baker, cuja gestão Keating espera que ajuste padrões jornalísticos considerados por ele inadequados. Embora Nine e Hartcher tenham se mantido em silêncio, o episódio reacendeu debates sobre o equilíbrio entre sensacionalismo e responsabilidade na cobertura de segurança nacional.
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