- Virginia Giuffre morreu em abril de dois mil e vinte e cinco, em Perth, o que elevou a atenção sobre o livro póstumo Nobody’s Girl, cuja autora é Amy Wallace, a ghostwriter invisível.
- Wallace revela ter sido a ghostwriter por trás do memoir e que, ao ser promovido pela editora, passou a receber mensagens de leitores impactados pela história.
- O livro, lançado em outubro de dois mil e vinte e cinco, virou sucesso de vendas e ficou 19 semanas no topo da lista de mais vendidos do New York Times.
- Giuffre desejava nomear todos os envolvidos, e Wallace diz que o livro aborda traumas de forma ampla, não apenas uma lista de nomes, mantendo o foco em proteger quem narra.
- Wallace e a jornalista Emily Maitlis participarão do festival All About Women, em Sydney, para discutir instituições que negligenciaram o caso Epstein, enquanto parte dos arquivos de Epstein já foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Amy Wallace foi a ghostwriter por trás da memória póstuma Nobody’s Girl, de Virginia Giuffre, uma das vozes mais associadas ao caso Epstein. O livro saiu em outubro de 2025 e tornou-se best-seller, após a repercussão mundial do escândalo de tráfico sexual envolvendo figuras poderosas.
Giuffre cometeu suicídio em abril de 2025, em sua fazenda perto de Perth, na Austrália, antes da publicação ganhar ainda mais atenção. Wallace afirma que, desde a divulgação, recebeu dezenas de mensagens de leitores impactados pelo relato de traumas na infância e por abusos de pessoas influentes.
Contexto do livro e riscos
O projeto de Nobody’s Girl foi desenvolvido ao longo de cinco anos, com gravações, rascunhos e arquivos protegidos. Wallace diz ter mantido registros auditáveis como parte da apuração jornalística e de proteção aos envolvidos.
Epsten Files e desdobramentos
O Departamento de Justiça dos EUA liberou cerca de 3 milhões de páginas de documentos, imagens e vídeos de Epstein, parte de um conjunto de 6 milhões de itens. O governo afirmou ter cumprido a obrigação de divulgação, visando transparência sobre os mecanismos de exploração.
Envolvimento de personalidades associadas
A obra aborda o uso de redes de poder e a atuação de indivíduos ligados ao caso. Em 2019, Emily Maitlis questionou o então príncipe Andrew, ligado ao caso, em entrevista à BBC Newsnight. O príncipe afastou-se de funções reais e, em 2022, divulgou acordo extrajudicial relacionado às alegações de Giuffre, que ele nega.
Realizações e impacto público
Nobody’s Girl alcançou posições de destaque na lista de mais vendidos do New York Times, mantendo-se por semanas no topo e vendendo milhões de exemplares globalmente. Wallace relata que o livro gerou respostas de leitores que entenderam impactos de traumas familiares.
Continuidade da investigação
Wallace diz que Giuffre expressou receio de continuar sendo citada em juízos ao longo da vida e que planejava entender nomes de envolvidos. Ela defende que o livro não se resume a uma lista de nomes, mas a uma tentativa de dar voz às vítimas.
Perspectivas políticas e legais
A jornalista britânica Emily Maitlis e Wallace devem participar de um debate no festival All About Women 2026, em Sydney, sobre instituições que teriam permitido o funcionamento de redes de abuso. A discussão inclui perguntas sobre responsabilidades institucionais e histórico de casos de Epstein.
Situação atual e próximos passos
Karrie Louden, advogada de Giuffre em Perth, sustenta que a morte ocorreu por suicídio, rejeitando suspeitas de foul play. Wallace afirma que Giuffre havia informado sobre perigos que enfrentava ao contar sua história e que a divulgação dos arquivos continua a influenciar o debate público sobre o tema.
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