- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu novamente ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que conceda a Benjamin Netanyahu um perdão por acusações de corrupção.
- Trump disse que Netanyahu não deve ter nada em mente além da guerra com o Irã e que Herzog prometeu várias vezes conceder o perdão.
- O gabinete de Herzog afirmou que, mesmo em tempo de guerra, ele não está tratando do pedido de perdão e que o caso será avaliado conforme a lei, o bem do estado e a consciência do presidente.
- Herzog ressaltou que Israel é uma nação soberana, que respeita o Estado de direito, e que o presidente analisará o pedido sem pressões internas ou externas.
- Segundo a lei israelense, o presidente pode perdoar condenados, mas não há precedente de perdão no meio de um julgamento; o processo pode ser lento.
Donald Trump pediu novamente ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que conceda perdão ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu por acusações de corrupção, argumentando que ele deveria dedicar-se apenas à guerra contra o Irã. A defesa de Netanyahu tem sido tema de atenção internacional.
O pedido ocorreu nesta quinta-feira, em contexto de entrevista à televisão ISRAELI N12, conforme reporta a agência Reuters. A forma de manifestação de Trump envolveu elogios ao esforço de Netanyahu contra o Irã, vinculando o perdão à estratégia de segurança do país.
O gabinete do presidente Herzog respondeu, reiterando que, embora Israel esteja em estado de guerra, a análise sobre o pedido de perdão permanece sob a jurisdição do soberano, dentro do marco legal e sem pressões externas. A nota reforçou o respeito de Herzog pela relação com os EUA e pela política sobre o Irã.
Contexto legal: sob a lei israelense, o presidente pode conceder perdões a condenados, mas não há precedente para um perdão em curso de julgamento. A tramitação de um perdão é, em geral, um processo potencialmente demorado.
Quando perguntado sobre o tema, o gabinete de Herzog enfatizou a soberania do Estado e a necessidade de avaliação conforme a lei, o interesse público e a consciência do presidente. A Casa Branca não confirmou detalhes adicionais sobre o encontro ou o tema do perdão.
O que vem a seguir aponta para o escrutínio do processo: não há protocolo para um perdão durante a tramitação de um processo, o que pode influenciar o tempo de decisão. Analistas costumam observar que, mesmo com o entendimento do jurista, o tema pode enfrentar deliberação prolongada.
Entre na conversa da comunidade