- Trump afirmou que deveria ter papel na nomeação do próximo líder supremo do Irã, após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, e chamou o filho dele de “peso leve”.
- Disse que o filho de Khamenei é inaceitável para ele e que prefere alguém que traga harmonia e paz ao Irã.
- Em entrevista ao Axios, comparou a situação com a Venezuela, citando Delcy Rodríguez como exemplo de cooperação sob pressão.
- Afirmou que os EUA provavelmente voltariam à guerra dentro de cinco anos caso não haja um líder pró-EUA no Irã.
- Não está claro como Trump poderia influenciar a escolha, já que a decisão é tomada por uma assembleia de altos clérigos xiitas; Mojtaba Khamenei é apontado como um dos possíveis candidatos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deveria ter participação na eleição do próximo líder supremo do Irã. A declaração foi dada na quinta-feira, 5, em entrevista ao Axios. Segundo Trump, o filho de Ali Khamenei é um peso leve e não deveria ser escolhido.
Trump disse que os EUA possivelmente teriam de atuar na nomeação, comparando a situação com Delcy Rodríguez, da Venezuela, que coopera com ele sob ameaça de depor o presidente Nicolás Maduro. Ele sustenta que o novo líder iraniano precisa promover harmonia e paz.
Não está claro como esse papel poderia se dar na prática, já que a escolha do líder supremo é feita por uma assembleia de altos clérigos xiitas. Mesmo assim, as afirmações revelam disposição de trabalhar com alguém dentro da república, em vez de tentar depor o governo.
Ali Khamenei governou o Irã desde 1989 e seria sucedido por meio de um processo interno à república islâmica. Seu filho, Mojtaba Khamenei, é apontado como aspirante ao posto. Mojtaba está entre os nomes considerados por analistas e especialistas.
Contexto
O anúncio ocorre em meio a comentários sobre a dinâmica entre EUA e Irã, após o assassinato de Ali Khamenei no início de uma guerra entre EUA e Israel, conforme a narrativa do relatório. Analistas avaliam impactos potenciais para a política regional.
Outros players
O humor político interno iraniano é citado por observadores. Reza Pahlavi, filho do último xá, sugeriu uma transição para uma democracia laica, o que diverge de propostas propostas dentro do Irã. A situação segue sob atenção internacional.
Entre na conversa da comunidade