- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou estar “não surdo” às críticas de que exagera nos elogios a Donald Trump, mas disse achar que ele merecia.
- Rutte elogiou a Espanha, alvo da irritação de Trump por se recusar a permitir bases militares no país para a ofensiva contra o Irã.
- Em entrevista, o holandês disse que Trump contribuiu para that allies aceitarem uma meta de gasto de cinco por cento do PIB com defesa e segurança.
- A campanha EUA‑Israel contra o Irã foi descrita por Rutte como ação decisiva para neutralizar a capacidade do Irã de promover terrorismo.
- O premiê, que tem forte vínculo com Trump, afirmou manter tom contido em debates entre aliados e tentar ajudar a reduzir tensões entre Trump e o espanhol Pedro Sánchez quando necessário.
NATO Secretário-Geral Mark Rutte disse em entrevista que não está surdo às críticas sobre o tom de elogios a Donald Trump, mas sustenta que o presidente americano mereceu o reconhecimento. A fala ocorreu durante reunião no quartel-general da aliança, em Bruxelas, nesta semana.
Rutte, ex-primeiro-ministro dos Países Baixos, foi escolhido para liderar a organização em parte pela relação estreita com Trump. Diplomatas ressaltam que esse vínculo ajudou a manter a coesão entre os membros diante das críticas do presidente aos aliados.
Alguns autoridades e analistas afirmam que o tom de elogio de Rutte a Trump tende a menosprezar a capacidade europeia de defesa. O secretário-geral também elogiou o papel de Espanha, alvo das reclamações de Trump por recusar bases militares para uso na intervenção.
Proposta de orçamento e ações na região
Rutte mencionou que Trump teve papel crucial na obtenção de um novo alvo de gasto da OTAN, fixado em 5% do PIB, com 3,5% para defesa core e 1,5% para outras despesas de segurança. A meta anterior previa 2%.
Ele descreveu a ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irã como uma ação decisiva para neutralizar a capacidade de o Irã exportar terrorismo e provocar instabilidade na região.
Rutte afirmou que, se um chefe de governo demonstra liderança desse tipo, parte do reconhecimento é cabível. Sobre a disputa entre Trump e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, o secretário-geral indicou que prefere manter tom mais contido para facilitar diálogos entre aliados.
Quando questionado se já conversou com Trump e Sánchez para reduzir a tensão, ele disse que mantém postura neutra para facilitar intervenções caso necessário.
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