- O primeiro voo de resgate do governo britânico, que passou por Muscat, Omã, não decolou na noite de quarta-feira por motivos operacionais relacionados ao embarque de passageiros.
- O avião fretado pelo governo deve partir de Muscat para o Reino Unido na quinta, mas sem horário exato divulgado.
- Ao todo, 138 mil pessoas no Reino Unido pediram assistência, sendo 112 mil delas no Emirados Árabes Unidos; aproximadamente 1.000 já retornaram em voos comerciais.
- Espera-se que mais dois voos fretados partam da região ainda nesta semana para redistribuir britânicos retidos.
- O conflito no Oriente Médio persiste, com ataques entre EUA, Israel e Irã impactando a região e gerando apreensão entre cidadãos britânicos expatriados.
O primeiro voo de resgate do governo britânico, partindo de Muscat, no Omã, não decolou na noite de quarta-feira por questões operacionais relacionadas ao embarque de passageiros. A saída foi adiada para quinta, sem hora definida.
O Ministério do Interior informou que o avião fretado pelo governo enfrentou dificuldades para colocar os passageiros a bordo. O secretário de Estado do Home Office, Alex Norris, explicou que o atraso ocorreu por motivos operacionais e não houve tempo hábil para o embarque.
Segundo o governo, 138 mil britânicos já solicitaram assistência, com a maioria (112 mil) residindo nos Emirados Árabes Unidos. Cerca de 1 mil pessoas já retornaram em voos comerciais, conforme relatos do líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer.
Desdobramentos
Ainda nesta semana, devem partir mais dois voos fretados para trazer de volta cidadãos britânicos que ficaram retidos na região. O governo mantém o objetivo de realizar operações adicionais de evacuação conforme disponibilidade de aeronaves e condições de segurança.
A crise no Oriente Médio envolve grandes partes da região, após ataques entre EUA, Israel e Irã. Em meio ao conflito, cidades como Dubai têm sido afetadas pela instabilidade, com impactos no turismo e no tráfego aéreo.
Entre os britânicos retidos estão cidadãos que planejavam apenas escala de trânsito, como no caso de residentes no Golfo que tinham planos de seguir para países asiáticos. Em Qatar, a situação de segurança levou o governo local a orientar moradores a permanecerem em seus alojamentos.
Informações oficiais indicam que parte da produção de gás natural no Qatar foi suspensa temporariamente após ataques recentes, elevando a tensão logística e humana para quem procura retornar ao Reino Unido.
Apoio público e críticas
Na passagem por parlamentares, líderes de oposição cobraram maior clareza sobre os planos de retorno. Alegações de que tax residents no Golfo teriam custos de evacuação foram mencionadas em debates, com pedidos de transparência sobre financiamento e responsabilidade.
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