- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que Israel decidiu eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em novembro, com plano de realizar a operação cerca de seis meses depois.
- Katz afirmou que a decisão foi tomada em novembro, em reunião com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que estabeleceu o objetivo de eliminar Khamenei.
- O plano foi compartilhado com Washington e adiantado por volta de janeiro, após protestos no Irã, por receio de um possível ataque de RIA (régio iraniano) contra Israel e ativos dos EUA na região.
- A operação ocorreu nos primeiros horários da campanha aérea EUA-Israel, marcada pelo assassinato do líder de um país por ataque aéreo.
- A ofensiva conjunta segue, com ataques iranianos contra Israel, o Golfo e Iraque, além de ações de Israel contra o Hezbollah no Líbano.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou que o país decidiu eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em novembro e planejava realizar a operação cerca de seis meses depois. A decisão foi apresentada como parte de uma estratégia para neutralizar o que o governo israelense classifica como ameaça existencial, ligada ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.
Segundo a autoridade israelense, a ideia inicial foi discutida em um encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com o objetivo de eliminar Khamenei no meio de 2026. O plano foi posteriormente compartilhado com Washington e antecipado a partir de janeiro, após manifestações iranianas e a preocupação de que o regime clerical iraniano pudesse atacar Israel e ativos dos EUA no Oriente Médio.
O anúncio ocorre durante o início de uma campanha aérea conjunta entre EUA e Israel, descrita pela autoridade como um ataque de primeira fase que matou líderes iranianos. O objetivo declarado de Israel é reduzir a ameaça do programa nuclear iraniano e do projeto de mísseis, com a hipótese de mudanças de regime. O conflito regional envolve ataques iranianos a Israel, no Golfo e no Iraque, além de ações de Israel contra o aliado do Irã, o Hezbollah, no Líbano.
Contexto do conflito
A ofensiva aérea conjunta entra na segunda metade da primeira semana, com saídas de combate que já alteraram o cenário militar na região. Autoridades iranianas lançaram ataques contra alvos israelenses e em outros países, enquanto Israel retaliou contra posições iranianas e aliados na região. O desfecho estratégico permanece incerto, com impactos significativos para a segurança regional e para as operações militares em curso.
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