- Nepal realiza eleição geral para escolher 275 membros do parlamento, com 19 milhões de eleitores, em um sistema misto (165 distritos diretos e 110 por representação proporcional).
- A votação acontece dias após um surto de protestos liderados por jovens e a renúncia do então primeiro-ministro K. P. Sharma Oli, em resposta a corrupção e desemprego.
- O principal concorrente é o Rastriya Swatantra Party (RSP), liderado pelo ex-prefeito Balendra Shah, que atrai grandes multidões entre eleitores jovens.
- Oli novamente disputa o pleito, junto de mais de 3.400 candidatos de 65 partidos, em meio a uma tradição de mudanças governamentais no Nepal.
- A votação começou às 7h locais e segue até as 17h, com a apuração completa possivelmente demorada, já que as representações proporcionais levam tempo para contabilizar.
Nepal realiza eleição geral nesta quinta-feira, em meio a protestos de jovens e à renúncia do então primeiro-ministro no ano passado. O voto, que definirá 275 integrantes do parlamento, ocorre após meses de mobilização que puseram as pautas de empregos, combate à corrupção e governança no centro da campanha.
O pleito ocorre com a expectativa de mudanças na política do país entre China e Índia, diante de décadas de instabilidade. O atual cenário envolve o ex-primeiro ministro K P Sharma Oli, líder do UML, candidato à reeleição, e adversários de peso de 65 partidos, incluindo o Nepali Congress e o NCP, que teve ex-insurgentes maoístas. O destaque é o Rastriya Swatantra Party, liderado pelo ex-prefeito de Katmandu Balendra Shah, visto como principal favorito.
Os eleitores podem votar em 19 milhões de pessoas, com o sistema eleitoral misto: 165 cadeiras são decididas pelo first-past-the-post e 110 por representação proporcional. A votação começou às 7h locais e deve encerrar às 17h, com apuração prevista pouco depois. A contagem proporcional pode levar mais tempo para finalizar.
Desde setembro do ano passado, o país vive um movimento de protesto estudantil liderado por jovens, que resultou em manifestações e na saída de Oli. As campanhas destacaram promessas de geração de empregos, combate à corrupção e melhoria da governança pública. A apuração deve se estender por dias, dependendo dos distritos.
Em Katmandu e outras regiões, candidatos percorrem ruas, usando simbolismos tradicionais e aparições públicas para buscar apoio. O objetivo declarado é atender às aspirações expressas pelos eleitores jovens durante as mobilizações de Gen Z. Analistas afirmam que o resultado pode influenciar a estabilidade política nos próximos anos.
Entre as intenções da população, há cobrança por mudanças profundas na gestão pública e redução de custos de vida. O pleito ocorre após uma fase de turbulência que incluiu mortes durante os protestos e a queda de um governo com larga influência de velhas esquerdas.
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