- A Câmara Popular da China removeu nove altos mandos do Exército Popular de Libertação da lista de deputados, poucos dias antes do início das Dos Sesiones.
- As expulsões incluem cinco generais de divisão, um tenente-general e três generais de brigada, elevando o ritmo da purga da cúpula militar.
- As Dos Sesiones vão promover o 15º plano quinquenal, com foco em autosuficiência tecnológica e fortalecimento industrial até 2030.
- Analistas destacam que o plano reforça a concentração de poder em Xi Jinping e prioriza IA, chips, segurança energética e fabricação avançada.
- O encontro pode discutir mudanças estratégicas no exterior, incluindo relações com o Oriente Médio, à luz de pressões externas e do atual ambiente geopolítico.
A purga no topo do Exército Popular de Libertação de China ganhou mais um capítulo: nove comandantes foram retirados da lista de deputados antes do início das Duas Sessões, o grande encontro anual em Pequim. Entre os removidos estão cinco generals de divisão, um tenente general e três generais de brigada. A medida amplia a tendência de ajustes na cúpula militar já observada nos últimos meses.
Além das mudanças no EPL, a agenda reúne a Assembleia Nacional Popular e a Conferência Consultiva, órgão de aconselhamento que tem figuras de destaque, como o ex-jogador de basquete Yao Ming. Nesta edição, outros três generais foram substituídos na segunda-feira, alimentando o discurso oficial de combate à corrupção.
As Duas Sessões ganham especial importância neste ano, com a aprovação prevista do 15º plano quinquenal, que guiará a política econômica, tecnológica e militar até 2030. O documento prepara o país para um cenário de maior competição internacional e busca ampliar a autossuficiência tecnológica.
Especialistas apontam que o plano terá foco em IA, chips, segurança energética e manufatura avançada, com atenção a desafios como baixo consumo das famílias e excesso de capacidade industrial. Analistas ressaltam que as mudanças indicam o aprofundamento do poder pessoal de Xi Jinping, especialmente na condução da agenda de modernização e segurança nacional.
A expectativa é de que o discurso das duas sessões demonstre unidade, mesmo diante de purgas que, segundo observadores, visam consolidar lealdade ao presidente. O conjunto de ações já é visto por analistas como o maior movimento de reestruturação militar desde a década de 1970.
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