- Milhares de pessoas ficam presas no Golfo com poucas opções para deixar a região, conforme tensões no Oriente Médio aumentam.
- Espaço aéreo permanece fechado no Qatar; 8.000 viajantes em trânsito ficam ilhados desde o início dos ataques entre EUA/Israel e Irã.
- Emirados Árabes Unidos abriu apenas um número limitado de voos desde segunda-feira, enquanto o Irã realizou ataques na região, dificultando saídas.
- Oman mantém o espaço aéreo aberto; a Oman Air e a SalamAir organizam ônibus de Sharjah para Muscat, em uma viagem de cerca de oito horas.
- Estóncia e outros países, como Reino Unido, Espanha, Itália e Alemanha, organizaram voos fretados para retornar cidadãos vulneráveis; também há rotas via Arábia Saudita e Muscat para quem busca sair.
Diante de tensões crescentes no Oriente Médio, dezenas de milhares de pessoas ficam presas na região do Golfo, com opções limitadas para deixar o local, que está envolvido por conflitos. A situação afeta principalmente viajantes em trânsito, turistas e expatriados.
Aeroportos e rotas aéreas sofreram interrupções. O espaço aéreo ficou fechado no Qatar, enquanto apenas uma parte dos voos foi autorizada a partir dos Emirados Árabes Unidos a partir desta semana. Regras de saída restritas aumentam a pressão sobre quem precisa deixar a região.
Em Dubai e no Doha, o trânsito de longa distância recebe o fluxo de passageiros, mas a redução de opções de voos complica a mobilidade. Várias nacionalidades buscam rotas alternativas para sair, com governos iniciando evacuações de cidadãos considerados vulneráveis.
Evacuações e rotas alternativas
O primal foco é a passagem por Oman, que mantém espaço aéreo aberto e tem operado ônibus fretados entre Sharjah, próximo a Dubai, e Muscat. A viagem dura cerca de oito horas, oferecendo uma saída para quem não encontra voos diretos.
Em Dubai, residentes costumam organizar trajetos por terra até a fronteira com Oman ou via Saudi Arabia. Caminhos terrestres são utilizados por quem tenta escapar da confinidade aérea, buscando conexões para chegar a países de destino.
Algumas opções também aparecem por via Saudi Arabia. Um caso citado envolve residentes que retornaram a Riyadh após viagens rápidas e com custos significativos por meio de motoristas contratados, com serviços de compartilhamento de viagem coordenados por aplicativos.
Autoridades americanas alertaram para a necessidade de deixar rapidamente várias nações da região, à medida que ataques e contra-ataques continuam. As evacuações são realizadas por diferentes governos, com planos variáveis de acordo com a situação no terreno.
No conjunto, o cenário é de mobilidade reduzida e caminhos emergentes. Atividades de turismo e negócios na região, já intensas, passam por ajustes constantes conforme evoluem as ações entre as partes envolvidas.
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