- Lula mencionou pela primeira vez o conflito no Oriente Médio desde os ataques iniciais, durante visita a uma indústria de biotecnologia em Valinhos, São Paulo, na terça-feira, dia três.
- Em discurso, afirmou que o Brasil “salva vidas” e que, enquanto a televisão mostra morte, drones, mísseis e invasões, o país foca em salvar.
- O Itamaraty tem apresentado o posicionamento do governo por meio de notas oficiais; Lula ainda não fez pronunciamento público sobre o assunto.
- No sábado anterior, Estados Unidos e Israel realizaram ataque coordenado contra o Irã; o Irã respondeu com mísseis e ataques a bases americanas.
- Em nota, o Ministério das Relações Exteriores reiterou que a escalada representa grave ameaça à paz e expressou solidariedade aos países impactados, pedindo interrupção de ações militares.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez menção à guerra no Oriente Médio pela primeira vez desde o início dos conflitos na região nesta terça-feira, durante visita a uma indústria de biotecnologia em Valinhos, São Paulo. Ele afirmou que o Brasil foca em salvar vidas, contrastando com as narrativas de morte vistas na televisão nos últimos dias.
O posicionamento brasileiro até o momento tem sido exposto majoritariamente por meio de notas oficiais do Ministério das Relações Exteriores. A referência ocorreu após um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, ocorrido no último sábado, 28 de fevereiro, com explosões em Teerão e em outras cidades. O Irã respondeu com ataques com mísseis a Israel e contundentes ataques a bases americanas no Oriente Médio.
Segundo a íntegra do discurso, Lula destacou a ideia de que o país trabalha com foco em salvar vidas. Ele sugeriu que o Brasil desenvolve recursos para a saúde, apresentando o que chamou de drone de remédio e um míssil voltado para a proteção de vidas, não para matar.
Notas oficiais do Itamaraty
Logo na manhã de sábado, o Itamaraty condenou a ação conjunta entre EUA e Israel contra o Irã e enfatizou que a negociação entre as partes é o único caminho viável para a paz. Horas depois, o governo brasileiro divulgou uma nova nota expressando solidariedade aos países impactados pelos ataques retaliatórios do Irã e pedindo a interrupção de ações militares na região do Golfo. A nota também afirmou que a escalada representa uma grave ameaça à paz.
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