- Nepal realiza eleição marcada pelo embate entre o veterano líder KP Sharma Oli e Balendra Shah, conhecido como Balen, ex-rapper que virou prefeito de Katmandu em dois mil e vinte e dois.
- Cerca de 46% da população tem menos de vinte e quatro anos, tornando o pleito um teste de se as demandas da juventude são levadas a sério.
- Balen concorre diretamente ao cargo de primeiro ministro, disputando o assento de Oli em Jhapa-5, Damak, após deixar a prefeitura de Katmandu para a campanha nacional.
- O intenso apoio à “geração Z” cresce após protestos contra corrupção e bloqueio de redes sociais, que deixaram mais de setenta mortos e derrubaram o governo de Oli.
- Críticas à gestão e à campanha de Balen incluem estilo de campanha e transparência, enquanto ele é visto como símbolo de mudança entre jovens que querem responsabilização dos líderes.
Balendra Shah, o jovem prefeito de 35 anos conhecido como Balen, concorre a primeiro-ministro em meio a uma eleição marcada pelo uso de juventude na política nepalesa. A disputa envolve o político veterano KP Sharma Oli, líder do UML, e o ex-rapero que migrou para a arena pública.
A eleição ocorre em um momento de forte efervescência entre os eleitores com menos de 24 anos, que representam quase metade da população. O descontentamento com corrupção, nepotismo e governabilidade tem motivado mobilizações nacionais recentes.
Em Damak, Jhapa-5, a região é percebida como reduto de Oli, que já venceu diversas eleições locais. Balen abriu mão de uma posição interina após as protestos e resolveu disputar as eleições diretamente, buscando mudar o rumo político do país.
Balen ganhou apoio entre jovens por sua imagem de mudança e por ter deixado de aceitar cargos não eleitos após as manifestações. Já Oli sustenta uma base fiel em áreas rurais e mantém uma postura de resistência ao que chama de conspirações contra seu governo.
Contexto da campanha
Os apoiadores de Balen destacam a energia da juventude e a cobrança por propostas concretas, como desenvolvimento de infraestrutura e oportunidades de emprego. A campanha tem utilizado fortemente as redes sociais para mobilização e comunicação.
Desafios e controvérsias
Críticas levantadas incluem a trajetória de Balen nas redes, comentários controversos no passado e dúvidas sobre suporte a políticas de política externa. No mesmo quadro, a oposição ressalta a experiência de Oli e sua capacidade de governação estável em um sistema multipartidário.
O que muda em Jhapa-5
A corrida em Jhapa-5 é vista como um referendo sobre a substituição de lideranças estabelecidas por uma nova geração de políticos. A expectativa é de que o resultado influencie o equilíbrio de poder no Parlamento e na formação de coalizões futuras.
Perspectivas dos eleitores jovens
Entre os jovens, há entusiasmo moderado, com disposição para avaliar resultados práticos e cobranças por accountability. O desejo é por lideranças que entreguem empregos, menos corrupção e maior transparência no governo.
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