- O Reino Unido autorizou o uso de bases britânicas, incluindo Diego García, por Estados Unidos contra alvos no Irã, em resposta a ataques com drones; o governo nega que haja guerra.
- O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que não pretende entrar em um conflito prolongado ao lado dos EUA, ressaltando que a decisão foi defensiva e conforme o direito internacional.
- Drones iranianos atingiram a base britânica de Akrotiri, no Chipre, na noite de domingo, em ataque que não deixou vítimas.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou Starmer por ter demorado a permitir o uso das bases britânicas; o The Daily Telegraph chamou o Reino Unido de aliado na guerra, título contestado pelo governo.
- A chanceler Yvette Cooper informou que cerca de 300 mil britânicos estão nos países do Golfo, agora em área potencial de alvo do Irã.
O Reino Unido abriu bases militares aos EUA para ações contra o Irã, informou o governo britânico. A decisão ocorreu após drones iranianos atirarem contra a base britânica Akrotiri, no Chipre, na noite de domingo. Londres autorizou Washington a usar seus complexos militares, incluindo Diego Garcia, no Oceano Índico, para operações contra o Irã, sob pretexto de defesa.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não pretende entrar em um conflito prolongado. O governo enfatizou que a decisão é defensiva e voltada a impedir ataques iranianos a parceiros da região. O secretário de Estado para o Oriente Médio reiterou que o país não participará de ações ofensivas contra o Irã.
Pouco após as 22h locais de domingo, drones iranianos atingiram a base de Akrotiri, em território britânico no exterior. Um dos aparelhos atingiu a pista, mas não houve registro de vítimas. A base, considerada uma instalação estratégica na região, foi evacuada conforme relatos de jornalistas na área.
Reações
A autorização gerou críticas internacionais e internas. O episódio foi citado como uma etapa de uma reação mais ampla, ligada ao conflito que se dissemina após eventos na região desde 2023. Observadores destacam que o Reino Unido busca alinhar-se aos EUA sem se comprometer com ações ofensivas.
O governo britânico ressaltou que a decisão visa proteger aliados e prevenir escaladas. A ministra das Relações Exteriores afirmou que milhares de britânicos circulam no Golfo, incluindo turistas, profissionais e residentes, o que aumenta a importância de uma resposta coordenada.
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