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Irã destaca chances de Coreia do Norte retomar negociações nucleares com Trump

Ações contra o Irã elevam pressão sobre Pyongyang e podem abrir espaço para retomar negociações nucleares com Trump, apontam especialistas

U.S. President Donald Trump meets with North Korean leader Kim Jong Un at the demilitarized zone separating the two Koreas, in Panmunjom, South Korea, June 30, 2019.
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  • Ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã podem fortalecer as ambições nucleares de Kim Jong Un e influenciar a possibilidade de retomar negociações com Donald Trump.
  • As discussões sobre o arsenal de Pyongyang, já sujeitas a severas sanções, foram interrompidas após encontros entre Kim e Trump em 2018 e 2019; ataques ao Irã podem levá-lo a reconsiderar.
  • O Irã afirma que o ataque resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, em meio a tensões regionais e a um contexto de Raid dos EUA ordenado por Trump que capturou Nicolás Maduro meses antes.
  • Kim havia prometido ampliar o arsenal nuclear, mas disse deixar a porta entreaberta para negociações, dependendo da postura de Washington.
  • Alguns analistas veem espaço para eventual encontro entre Kim e Trump se o norte-coreano entender que Washington pode reconhecer o status nuclear de Seul, enquanto outros destacam que Pyongyang está mais adiantado do que o Irã no desenvolvimento de armas e mísseis.

O Irã realizou ataques que atingiram liderança e infraestrutura, apenas dois meses após uma operação comandada pelos EUA envolvendo forças especiais no território venezuelano. As ações ocorrem em meio a tensões regionais e a debates sobre o retorno de negociações com os EUA.

Especialistas e ex-funcionários dizem que os ataques podem influenciar a percepção de Kim Jong Un sobre a viabilidade de dialogar com Washington. A ideia é que movimentos contundentes fortaleçam a posição de quem busca condições mais claras para negociações.

Kim havia sinalizado, em um congresso do partido, a intenção de ampliar o arsenal nuclear, ao mesmo tempo em que deixou espaço para conversas dependendo da atitude de Washington. A imprensa estatal norte-coreana citou o líder falando sobre manter o status nuclear.

Trump tem alimentado a possibilidade de novos encontros com Kim, o que alimenta especulações sobre um potencial encontro durante visitas programadas à China entre fim de março e início de abril.

Possíveis impactos nas negociações com os EUA

Analistas destacam que a superioridade tecnológica de Pyongyang em armas nucleares e mísseis balísticos complica qualquer caminho para desnuclearização rápida. Ainda assim, alguns veem espaço para negociação condicionada.

Outros especialistas lembram que, diferentemente do Irã, a Coreia do Norte detém um leque maior de capacidades de dissuasão, o que reduz as chances de desnuclearização sem concessões verificáveis. O saldo estratégico permanece complexo.

Caminhos e cenários para Kim

Alguns estudiosos ressaltam que Kim pode buscar acordo para preservar relevância regional e manter ganhos tecnológicos, usando a relação com Washington para ganhar tempo enquanto avança em seu programa. Esta leitura olha para a dinâmica entre potências.

Já outros apontam que Kim pode intensificar a pressão internacional para obter garantias e alavancar seu vínculo com China e Rússia, buscando proteção frente a sanções internacionais. A situação segue de grande observação global.

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