- Ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã podem fortalecer as ambições nucleares de Kim Jong Un e influenciar a possibilidade de retomar negociações com Donald Trump.
- As discussões sobre o arsenal de Pyongyang, já sujeitas a severas sanções, foram interrompidas após encontros entre Kim e Trump em 2018 e 2019; ataques ao Irã podem levá-lo a reconsiderar.
- O Irã afirma que o ataque resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, em meio a tensões regionais e a um contexto de Raid dos EUA ordenado por Trump que capturou Nicolás Maduro meses antes.
- Kim havia prometido ampliar o arsenal nuclear, mas disse deixar a porta entreaberta para negociações, dependendo da postura de Washington.
- Alguns analistas veem espaço para eventual encontro entre Kim e Trump se o norte-coreano entender que Washington pode reconhecer o status nuclear de Seul, enquanto outros destacam que Pyongyang está mais adiantado do que o Irã no desenvolvimento de armas e mísseis.
O Irã realizou ataques que atingiram liderança e infraestrutura, apenas dois meses após uma operação comandada pelos EUA envolvendo forças especiais no território venezuelano. As ações ocorrem em meio a tensões regionais e a debates sobre o retorno de negociações com os EUA.
Especialistas e ex-funcionários dizem que os ataques podem influenciar a percepção de Kim Jong Un sobre a viabilidade de dialogar com Washington. A ideia é que movimentos contundentes fortaleçam a posição de quem busca condições mais claras para negociações.
Kim havia sinalizado, em um congresso do partido, a intenção de ampliar o arsenal nuclear, ao mesmo tempo em que deixou espaço para conversas dependendo da atitude de Washington. A imprensa estatal norte-coreana citou o líder falando sobre manter o status nuclear.
Trump tem alimentado a possibilidade de novos encontros com Kim, o que alimenta especulações sobre um potencial encontro durante visitas programadas à China entre fim de março e início de abril.
Possíveis impactos nas negociações com os EUA
Analistas destacam que a superioridade tecnológica de Pyongyang em armas nucleares e mísseis balísticos complica qualquer caminho para desnuclearização rápida. Ainda assim, alguns veem espaço para negociação condicionada.
Outros especialistas lembram que, diferentemente do Irã, a Coreia do Norte detém um leque maior de capacidades de dissuasão, o que reduz as chances de desnuclearização sem concessões verificáveis. O saldo estratégico permanece complexo.
Caminhos e cenários para Kim
Alguns estudiosos ressaltam que Kim pode buscar acordo para preservar relevância regional e manter ganhos tecnológicos, usando a relação com Washington para ganhar tempo enquanto avança em seu programa. Esta leitura olha para a dinâmica entre potências.
Já outros apontam que Kim pode intensificar a pressão internacional para obter garantias e alavancar seu vínculo com China e Rússia, buscando proteção frente a sanções internacionais. A situação segue de grande observação global.
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