- Começou oficialmente a campanha para as municipais em França, em duas etapas nos dias 15 e 22 de março, com eleições em Paris, Marselha e Lyon entre os focos.
- Paris encara a disputa entre Emmanuel Grégoire (candidato socialista) e Rachida Dati (conservadora), após a saída da atual prefeita Anne Hidalgo; há ainda a entrada de Sarah Knafo, da Reconquête, com 10% de apoio.
- Pesquisas apontam leve vantagem de Grégoire em Paris (32%) sobre Dati (30%), com Knafo em terceiro; os resultados da primeira rodada definirão alianças para a segunda.
- Marselha pode marcar giro político, com oposição entre Benoît Payan (socialista) e Franck Allisio (extrema direita, RN), em que RN ainda não costuma ter vitória em grandes cidades.
- Em Lyon, o ex-presidente do Olympique de Lyon, Jean-Michel Aulas, concorre pelo Partido Republicano e tem vantagem de intenção de voto (45% vs 29% do ecologista Doucet); a morte de Quentin Deranque, ligado à ultradireita, intensifica a polarização local.
O início oficial da campanha para as eleições municipais na França ocorreu nesta semana, com votações programadas para 15 e 22 de março. A disputa envolve 36 mil municípios, entre eles Paris, Marselha e Lyon, e é vista como ensaio geral para as presidenciais de 2027. A polarização no país acompanha o processo, que tem como marco a morte de um militante de ultradireita.
Paris é o principal foco. A atual prefeita socialista Anne Hidalgo não concorre, deixando a disputa entre Emmanuel Grégoire, do mesmo espectro, e Rachida Dati, do Los Republicanos. Em Marselha, Benoît Payan luta pela reeleição contra Franck Allisio, da RN. Já em Lyon, o favorito é Jean-Michel Aulas, dos Republicanos, diante do ecologista Grégory Doucet.
Em Paris, o saldo do pleito é observado sob o prisma nacional. pesquisas apontam leve vantagem para Grégoire e margem próxima para Dati. A presença de Sarah Knafo, ligada a um partido de extrema direita, entra como fator surpresa na campanha local e pode influenciar alianças da segunda rodada.
Marselha traz o potencial de mudança relevante. O município nunca havia visto um governante de extrema direita com apoio expressivo, o que poderia sinalizar revise deza política no sul do país, tradicionalmente mais favorável à direita.
Em Lyon, a corrida fica marcada pela alta votação potencial para o candidato de direita, com sondagens mostrando vantagem de Aulas sobre o candidato ecologista. A morte de Quentin Deranque, militante ligado à ultradireita, intensifica o debate sobre segurança e identidade local, repercutindo no clima eleitoral.
As alianças para a segunda rodada devem depender da capacidade de unir blocos após o primeiro turno. O Partido Socialista busca manter as cidades sob gestão socialista, enquanto a direita enfrenta o dilema de possíveis acordos com a RN em algumas frentes. A leitura do resultado tende a refletir o cenário político nacional.
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