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Escócia é o primeiro país do Reino Unido a legalizar cremação por água

Escócia torna-se o primeiro do Reino Unido a legalizar a hidrolise (cremação aquática), oferecendo alternativa mais sustentável e ampliando opções funerárias

An aquamation facility in Pretoria, South Africa. The process replicates the natural process of decomposition that occurs after burial, but over a much shorter period of time.
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  • A Escócia tornou-se a primeira parte do Reino Unido a legalizar a hidroólise, também conhecida como cremação aquática, como opção ambiental às cremações ou enterros.
  • O processo envolve mergulhar o corpo em água com solução alcalina a 5% e aquecer a cerca de 150°C por 3 a 4 horas, resultando apenas em ossos que são moídos em pó branco.
  • O pó é colocado em urna e pode ser mantido, espalhado ou enterrado, assim como as cinzas da cremação tradicional.
  • A nova regulamentação estabelece os mesmos padrões regulatórios dos métodos existentes; a primeira instalação pode levar até nove meses, com exigência de licença de planejamento e de autorização da autoridade hídrica local.
  • Segundo o governo, a escolha é pessoal e a hidroólise oferece uma alternativa ambiental, sem emissões tóxicas diretas e com potencial redução no uso de caixões descartáveis.

Scócia aprova a legalização da hidro- hydrolysis, conhecida como cremação aquática, tornando-se o primeiro território do Reino Unido a permitir o procedimento. A norma aprovada pelo parlamento na segunda-feira representa a mudança mais significativa no direito funerário desde a cremação, em 1902. A hidro- hydrolysis utiliza água e uma solução alcalina para decompor o corpo em poucas horas.

O sistema imerge o corpo em água com cerca de 5% de alcalina e aquece a aproximadamente 150°C em um cilindro metálico pressurizado. Os tecidos se dissolvem, restando apenas os ossos, que são secos e moídos. As cinzas são colocadas em urna para serem mantidas, espalhadas ou enterradas, como em cremações tradicionais.

O governo escocês afirma que o método terá as mesmas regras regulatórias das opções já existentes. A empresa Kindly Earth, detentora dos direitos exclusivos de fabricar equipamentos de hidro- hydrolysis no Reino Unido, estima que pode levar até nove meses para a primeira instalação operacional, devido a licenças de planejamento e autorizações hídricas locais.

Perspectiva das funerárias e do mercado

Algumas funerárias escocesas já acompanham o processo de adaptação para atender à demanda por escolhas mais sustentáveis. Representantes do setor destacam que a opção não substitui as atuais, mas amplia o leque de escolhas para as famílias. A indústria aponta que o interesse por opções mais ecológicas vem crescendo.

Contexto internacional e impactos

A hidro- hydrolysis já é legal em 28 estados dos EUA, além de Canadá, Irlanda, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. O processo não gera emissões tóxicas diretas ao ar e pode reduzir o uso de caixões de uso único. No Reino Unido, a Lei de Regulação de Métodos Fúnebres está sob avaliação na Inglaterra e no País de Gales.

Observações finais

Especialistas do setor destacam que a aceitação social pode levar tempo, mas a cremação aquática já recebe maior adesão em outros países. Em Scotland, a decisão visa oferecer opções alinhadas a valores familiares e a preocupações ambientais, sem abandonar os rituais tradicionais.

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