- Gaza enfrenta esgotamento rápido de combustível, com poucos dias de suprimento disponíveis, segundo autoridades.
- Israel fechou todas as fronteiras de Gaza após ataques aéreos realizados com os EUA, citando combate com o Irã.
- O território depende de combustível trazido por caminhões de Israel e do Egito; a falta pode afetar hospitais, água e saneamento.
- Estimativas variam: oficiais da ONU apontam que o combustível pode durar apenas algumas dias; líderes humanitários dizem que pode durar de três a quatro dias.
- A agência de defesa israelense (COGAT) afirma que houve entrega suficiente de alimento desde o cessar-fogo de outubro, sem comentar sobre o combustível.
Gaza enfrenta queda rápida no estoque de combustível e eventuais desdobramentos de alimentos, segundo autoridades, após Israel bloquearem a entrada de combustível e mercadorias na região devastada pela guerra, alegando confrontos com o Irã. O fechamento das passagens ocorreu no sábado, após ataques aéreos coordenados com os EUA.
Gaza depende totalmente de combustível trazido por caminhões através de Israel e do Egito. Sem novas remessas, operações hospitalares correm risco, assim como serviços de água e saneamento, segundo fontes locais. A população vive em grande parte com deslocamento interno desde o início do conflito com o Hamas.
O próprio Hamas e organizações de ajuda têm monitorado a situação com cautela. Um representante da ONU afirmou que a distribuição de combustível pode durar apenas poucos dias, enquanto estoques de verduras, farinha e itens básicos também podem se esgotar rapidamente se as fronteiras permanecerem fechadas.
A agência militar de Israel responsável pela assistência a Gaza informou que o fornecimento de alimentos desde um cessar-fogo acordado em outubro tem atendido a parte da população, sem detalhar planos para combustível. O acordo prevê abertura adicional de passagem com o Egito e aumento do fluxo de ajuda.
Hamada Abu Laila, morador deslocado, disse que o fechamento reaviva o temor de uma nova fase de fome na faixa de Gaza, citando bloqueios de ajuda no ano anterior. Ele pediu que a situação seja tratada sem atribuições, apenas com foco em socorro à população.
A situação segue sob avaliação de autoridades internacionais e locais, com a comunidade humanitária destacando a necessidade de manter o acesso a combustível, água e comida para hospitais e serviços básicos, enquanto as partes envolvidas não indicaram prazos para a normalização.
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