- O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã pode ter consequências graves e defendeu saída diplomática.
- Estados Unidos e Israel teriam realizado um ataque coordenado contra o Irã no início da manhã de sábado, com explosões em Teerã e em outras cidades.
- Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas na região.
- O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu no ataque.
- Trad destacou a importância da pacificação e disse que, em guerra, não há vencedores; o Brasil deve buscar soluções diplomáticas e manter brasileiros seguros na zona de conflito.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou neste domingo que o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã pode ter consequências graves e defendeu a adoção de uma saída diplomática. Ele ressaltou a importância de buscar pacificação e manter a segurança dos brasileiros na região.
Estados Unidos e Israel teriam realizado um ataque coordenado contra o Irã no início da manhã de sábado (28). Explosões foram registradas em Teerã e em ao menos mais quatro cidades, segundo relatos de autoridades locais.
Em retaliação, o Irã teria disparado mísseis contra Israel e atacado bases americanas no Oriente Médio, ampliando a escalada do conflito. Segundo a imprensa, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã há quase quatro décadas, morreu no ataque.
Trad afirmou que a escalada de violência pode trazer impactos econômicos relevantes, dada a importância do Irã no mercado global de petróleo. Ele reiterou que a posição brasileira deve privilegiar a diplomacia para encerrar o confronto.
Posicionamento brasileiro
Diplomatas ouvidos pelo g1 dizem que o desfecho dependerá da determinação dos EUA em manter a pressão sobre o Irã. A avaliação é de que a intervenção americana na região é complexa, com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes no Irã.
A visão de especialistas é de que a continuidade de ações militares pode agravar a instabilidade regional e afetar cadeias de suprimento. A defesa brasileira, segundo autoridades consultadas, segue centrada na busca por vias diplomáticas e na proteção de cidadãos no exterior.
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