- O Ministério do Interior britânico disse que as críticas de que não comunicou adequadamente as mudanças de regras de fronteira eram “absurdas” e afirmou que houve divulgação há anos.
- As alterações exigem que britânicos com dupla cidadania apresentem passaporte válido ou expirado, ou certificado de direito de residência de £589, para comprovar o direito de residência antes de embarcar para o Reino Unido.
- MPs destacaram casos de casais em lua de mel e de britânicos que podem ficar impedidos de voltar por causa das novas regras.
- O ministro Mike Tapp rejeitou um período de carência, mas vai promover uma sessão de atendimento com MPs na próxima segunda-feira para discutir casos individuais; serviços consulares estão disponíveis no exterior.
- Críticas à comunicação foram feitas por Will Forster; Tapp disse que viajantes de emergência podem usar documentos de viagem de emergência disponíveis no site do governo.
O Home Office rejeitou as críticas de que não comunicou adequadamente as novas regras de fronteira, que deixariam alguns britânicos com dupla cidadania em risco de embarque negado para o Reino Unido. A defesa ocorreu em uma sessão acalorada no Parlamento.
Durante o debate, o ministro Mike Tapp sustentou que a cobertura da imprensa refletia os esforços oficiais de divulgação das mudanças. Parlamentares da oposição mencionaram casos de suas bases, incluindo casais recém-casados, que temiam ficar presos no exterior devido aos novos requisitos.
A nova regra exige que os cidadãos britânicos com dupla nacionalidade apresentem passaporte válido ou expirado, ou um certificado de direito de residência no valor de £589, para comprovar o direito de entrar no Reino Unido antes de embarcar em avião, barco ou trem. A medida entrou em vigor na quarta-feira.
Reações e próximos passos
Alguns membros do Parlamento defenderam uma prorrogação ou período de tolerância na aplicação. Tapp rejeitou a ideia, mas anunciou uma sessão de esclarecimento com parlamentares na próxima segunda-feira para discutir casos individuais. Serviços consulares permanecem disponíveis no exterior para auxiliar britânicos retidos.
O ministro acrescentou que há opções de documentos de viagem de emergência para emergências e que cidadãos podem consultar o site oficial para verificar elegibilidade. Críticos, entre eles o Lib Dem Will Forster, apontaram falhas de planejamento e comunicação na implementação.
Contexto de cobertura
A comunicação do Guardian sobre o tema foi impulsionada por cartas de nacionais britânicos no exterior preocupados com as mudanças. Desde a reportagem, centenas de leitores entraram em contato com o jornal relatando desconhecimento prévio das novas regras.
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