- Democratas acusam o governo de Donald Trump de ocultar arquivos do caso Epstein que mencionam o presidente, caracterizando o ato como o que chamam de maior encobrimento da história moderna.
- A NPR identificou lacunas nos arquivos relacionados a uma denúncia de agressão sexual de 2019 feita contra Trump.
- O Departamento de Justiça publicou milhões de páginas dos arquivos de Epstein, conforme lei de transparência, mas alguns resumos e notas não estão disponíveis no site, segundo a NPR.
- A denúncia descreve quatro entrevistas com a denunciante e resumos e notas anexas; três outros resumos não aparecem na base de dados pública.
- O DOJ afirmou que está revisando os arquivos para verificar tratamento indevido e que, se algo for rotulado de forma incorreta, será tornado público conforme a lei.
O governo dos Estados Unidos é alvo de acusações de omissão em relação a arquivos do caso Epstein que mencionam o presidente Donald Trump. Segundo a denúncia, lacunas foram identificadas em documentos do FBI ligados a uma denúncia de agressão sexual apresentada em 2019 por uma mulher contra Trump. A divulgação foi feita após o Departamento de Justiça liberar milhões de páginas sob uma lei de transparência.
A NPR informou que quatro entrevistas com a denunciante, bem como resumos de notas, aparecem nos índices de investigação. No entanto, o conjunto público de dados traz apenas um resumo concentrado nas alegações contra Epstein, sem a totalidade de notas de acompanhamento. O The New York Times e a MS NOW relataram descobertas semelhantes em suas apurações.
Detalhes da denúncia
Deputados democratas do Comitê de Supervisão da Câmara afirmaram nas redes sociais que houve o que chamaram de o maior encobrimento governamental da história moderna. Eles disseram que o Departamento de Justiça parece ter ocultado entrevistas do FBI com a suposta vítima.
A acusação cita ainda que a denunciante entrou em contato com autoridades em julho de 2019, logo após a prisão de Epstein por tráfico sexual. Relatos internos posteriores indicam que a mulher disse conhecer Trump por meio de Epstein e que teria sido agredida em meados dos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos.
Na linha de continuidade, um documento de 2025 disponível na base pública do FBI trata da denúncia, mas não oferece avaliação de credibilidade. Memorandos de entrevistas de acompanhamento, realizadas em agosto e outubro de 2019, não constam no conjunto público.
Reação oficial
Robert García, membro democrata do Comitê de Supervisão, afirmou que há indícios de ocultação de entrevistas do FBI com a vítima. Ele disse que haverá uma investigação paralela para obter os arquivos faltantes pelo Congresso.
O Departamento de Justiça reagiu, afirmando que revisa os arquivos do caso Epstein para identificar possíveis tratamentos indevidos. O órgão negou irregularidades e acrescentou que documentos rotulados de forma inadequada, se comprovadas, serão tornados públicos conforme a lei.
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