- A União Europeia busca maneiras de contornar o veto da Hungria às novas sanções contra a Rússia e ao empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.
- A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em Kyiv que o empréstimo será entregue de uma forma ou de outra.
- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, mantém o veto a menos de seis semanas de um pleito crucial que pode tirá-lo do poder após dezesseis anos.
- Orbán pressiona Kyiv para retomar o trânsito de petróleo pelo oleoduto Druzhba, dizendo que a decisão financeira favorece a Ucrânia e provocou emergência energética na Hungria.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, está em Beijing para tratar de comércio e segurança e cobrar mais pressão da China sobre a Rússia.
O bloco de sanções contra a Rússia e o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia seguem na agenda europeia, mesmo diante do veto da Hungria. A Comissão Europeia busca caminhos para contornar a resistência de Budapeste e manter o acordo entre os 27. A posição de Bruxelas é manter o apoio financeiro sem abrir mão das medidas de pressão a Moscou.
O veto ficou com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em meio a negociações que ocorrem seis semanas antes de eleições importantes no país. A Hungria condiciona avanços ao restabelecimento do transporte de petróleo pela tubulação Druzhba, que Kyiv atribui a um ataque russo, sem relação com a Ucrânia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou o compromisso de cumprir a decisão tomada pelo Conselho Europeu, mesmo diante da resistência húngara. Em Kyiv, autoridades europeias enfatizaram a importância de manter o pacote financeiro para a Ucrânia.
Entre os próximos passos, a União Europeia avalia métodos alternativos para liberar o empréstimo, que foi aprovado por 27 chefes de Estado e de governo. O objetivo é evitar prejuízos aos planos de apoio econômico à Ucrânia, enquanto se aguarda um eventual recuo de Orbán.
Paralelamente, o chanceler alemão Friedrich Merz visita Beijing para tratar de comércio e segurança. O encontro com líderes chineses busca pressão adicional sobre a Rússia para encerrar o conflito na Ucrânia, com foco em cooperação econômica e geopolítica.
Merz participa de conversas com o presidente Xi Jinping e o premiê Li Qiang, em uma rodada de visitas ocidentais a China nos últimos meses. O objetivo é alinhar posições ocidentais sobre a guerra e reforçar pressões diplomáticas a Moscou.
Além do cenário diplomático, a mídia destacou a semana de Sanremo na Itália, evento cultural que contrasta com as disputas políticas em curso na Europa. A cobertura enfatiza o impacto cultural e o interesse público em eventos de grande alcance.
Entre na conversa da comunidade