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UE contorna veto da Hungria às sanções russas e €90 bi para a Ucrânia

UE tenta contornar veto da Hungria a sanções à Rússia e ao empréstimo de €90 bilhões à Ucrânia, enquanto Orbán persiste diante das eleições

Antonio Costa, Volodymyr Zelenskyy, and Ursula von der Leyen in Kyiv, Ukraine yesterday. Von der Leyen said ‘we will deliver on the one way or the other’.
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  • A União Europeia busca maneiras de contornar o veto da Hungria às novas sanções contra a Rússia e ao empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.
  • A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou em Kyiv que o empréstimo será entregue de uma forma ou de outra.
  • O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, mantém o veto a menos de seis semanas de um pleito crucial que pode tirá-lo do poder após dezesseis anos.
  • Orbán pressiona Kyiv para retomar o trânsito de petróleo pelo oleoduto Druzhba, dizendo que a decisão financeira favorece a Ucrânia e provocou emergência energética na Hungria.
  • O chanceler alemão, Friedrich Merz, está em Beijing para tratar de comércio e segurança e cobrar mais pressão da China sobre a Rússia.

O bloco de sanções contra a Rússia e o empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia seguem na agenda europeia, mesmo diante do veto da Hungria. A Comissão Europeia busca caminhos para contornar a resistência de Budapeste e manter o acordo entre os 27. A posição de Bruxelas é manter o apoio financeiro sem abrir mão das medidas de pressão a Moscou.

O veto ficou com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, em meio a negociações que ocorrem seis semanas antes de eleições importantes no país. A Hungria condiciona avanços ao restabelecimento do transporte de petróleo pela tubulação Druzhba, que Kyiv atribui a um ataque russo, sem relação com a Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou o compromisso de cumprir a decisão tomada pelo Conselho Europeu, mesmo diante da resistência húngara. Em Kyiv, autoridades europeias enfatizaram a importância de manter o pacote financeiro para a Ucrânia.

Entre os próximos passos, a União Europeia avalia métodos alternativos para liberar o empréstimo, que foi aprovado por 27 chefes de Estado e de governo. O objetivo é evitar prejuízos aos planos de apoio econômico à Ucrânia, enquanto se aguarda um eventual recuo de Orbán.

Paralelamente, o chanceler alemão Friedrich Merz visita Beijing para tratar de comércio e segurança. O encontro com líderes chineses busca pressão adicional sobre a Rússia para encerrar o conflito na Ucrânia, com foco em cooperação econômica e geopolítica.

Merz participa de conversas com o presidente Xi Jinping e o premiê Li Qiang, em uma rodada de visitas ocidentais a China nos últimos meses. O objetivo é alinhar posições ocidentais sobre a guerra e reforçar pressões diplomáticas a Moscou.

Além do cenário diplomático, a mídia destacou a semana de Sanremo na Itália, evento cultural que contrasta com as disputas políticas em curso na Europa. A cobertura enfatiza o impacto cultural e o interesse público em eventos de grande alcance.

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