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Público britânico quer laços econômicos mais profundos com a UE, diz secretário

Reino Unido busca aprofundar laços econômicos com a União Europeia (UE), com acordo de cooperação em concorrência e tom pragmático pós-Brexit

Peter Kyle, the UK business secretary (left), and the European Commission vice-president, Teresa Ribera, shake hands after signing the EU-UK competition cooperation agreement in Brussels on Thursday.
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  • O secretário britânico de negócios, Peter Kyle, afirmou que o público não está nostálgico ao passado pré‑Brexit e quer aprofundar os laços com a UE na economia e no comércio.
  • Kyle assinou, em Bruxelas, um acordo de cooperação em concorrência entre Reino Unido e União Europeia, visto como uma validação do recomeço das relações entre as partes.
  • A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, disse que foi um privilégio assinar o acordo, que reforça a cooperação existente com o Reino Unido.
  • Entre as iniciativas, o Reino Unido busca participar do programa Made in Europe, que prioriza produtos europeus em compras públicas, com debate sobre a definição de quotas.
  • Também comentou que o acordo de comércio e cooperação herdado do governo anterior não é suficiente e precisa ser ampliado, em meio a informações sobre eventuais impactos de outros acordos.

The governo britânico assinou em Bruxelas um acordo de cooperação sobre concorrência, visando aprofundar laços econômicos com a União Europeia. O ministro para negócios, Peter Kyle, afirmou que o movimento acompanha uma nova fase entre Reino Unido e UE.

Kyle disse que o público não sente nostalgia do passado pré-Brexit e busca avançar. Ele descreveu o acordo como uma validação do recomeço nas relações com a UE desde a chegada do novo governo.

A vice-presidenta executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, classificou a assinatura como um privilégio e afirmou que reforça a cooperação existente entre as partes. Ribera destacou a continuidade das boas relações.

Ampliação de cooperação e tensões em compras públicas

Entre as iniciativas, o Reino Unido quer participar de um programa denominado Made in Europe, voltado para priorizar produtos europeus em licitações públicas. A discussão envolve ainda limites de participação de itens europeus nos contratos.

Ribera reforçou que o ato Industrial Accelerator visa aumentar a resiliência da UE e reduzir dependência externa, com potencial impacto na criação de empregos locais e riqueza.

Kyle enfatizou que a visita não é para exigir participação imediata, e sim ouvir. Ele destacou a cooperação já existente com a indústria britânica, citando Airbus como exemplo.

O britânico classificou o acordo anterior assinado pelo ex-primeiro-ministro Boris Johnson como aquém do desejado e ressaltou a necessidade de mostrar ambição e enfrentar os desafios comuns.

Perspectivas e agenda com outras frentes

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou que o Reino Unido deve avançar ainda mais no aceno de normalização pós-Brexit, caso haja espaço para aprofundar vínculos.

Questionado sobre o impacto de uma possível, porém instável, reconfiguração de acordos com os EUA, Kyle disse esperar clareza em breve sobre a política americana, que possa retomar os fundamentos do acordo comercial de 2020.

A equipe britânica sinalizou que existem expectativas de alinhamentos adicionais no campo comercial e regulatório, com foco em crescimento econômico e competitividade entre as duas regiões. Fontes oficiais destacam o objetivo comum de prosperidade e cooperação.

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