- Mais de uma dúzia de estados, incluindo a Califórnia, processa a administração Trump pela mudança nas recomendações de vacinação para crianças.
- A ação contesta a decisão da CDC de deixar de recomendar imunização de todas as crianças contra gripe, rotavírus, hepatite A e B, alguns tipos de meningite e RSV.
- As novas orientações sugerem proteção apenas para grupos de alto risco ou quando médicos indicam por meio de “toma de decisão compartilhada”.
- Os estados afirmam que as mudanças aumentam os custos estaduais para prevenir surtos e colocam em risco a saúde infantil.
- A disputa ocorre em meio a alianças entre governadores democratas da Califórnia, Washington e Oregon, que buscam manter recomendações próprias de vacinação.
Mais de uma dezena de estados, incluindo Califórnia, processou a administração de Donald Trump por mudanças nas recomendações de vacinas para crianças. A ação alega ilegalidade que colocaria a saúde pública em risco.
Os estados contestam a decisão da CDC, anunciada no mês anterior, de interromper a recomendação de imunização contra gripe, rotavírus, hepatite A e B, alguns tipos de meningite e RSV para todas as crianças. A orientação passa a recomendar vacinas apenas para grupos de alto risco ou mediante decisão compartilhada com o médico.
Ação judicial aponta que as novas diretrizes ignoram orientações médicas históricas e elevam os custos estaduais para prevenir surtos, citando especificamente estados como Arizona e Califórnia. A denúncia enfatiza risco à proteção de crianças.
Resposta do governo não tardou: Emily G Hilliard, assessora de imprensa do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, criticou a ação como um movimento de publicidade disfarçado de processo.
Contexto político e legal
O processo ocorre num embate entre estados liderados pelo partido Democrata e a gestão de Kennedy Jr., atual secretário de Saúde. A acusação sustenta que Kennedy substituiu o comitê de aconselhamento de vacinas de forma irregular.
Nos bastidores, governos democratas de Califórnia, Washington e Oregon formaram uma aliança para estabelecer suas próprias recomendações de vacinas. Alegam que a politização da CDC coloca em risco a saúde pública.
A discussão envolve ainda a autoridade sobre vacinação escolar. Estados têm poder para exigir imunizações, ainda que as diretrizes da CDC influenciem regulamentos estaduais.
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