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Alemanha quer cooperação econômica mais profunda e justa com a China, diz Merz

Merz reafirma desejo de aprofundar cooperação econômica com a China e manter diálogo aberto para enfrentar desequilíbrio comercial

German and Chinese national flags flutter in front of a hotel where a press conference by German Foreign Minister Annalena Baerbock is held, in Beijing, China December 2, 2024.
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz e o premier chinês Li Qiang disseram, em Pequim, que Alemanha e China querem aprofundar a cooperação econômica.
  • Merz destacou a importância de manter trocas econômicas intensas com a China, maior parceira comercial no ano passado, e pediu cooperação justa e comunicação aberta.
  • Li Qiang pediu que as duas partes trabalhem juntas para salvaguardar o multilateralismo e o livre comércio diante de tensões comerciais globais.
  • A viagem de Merz, sua primeira à China, ocorre em meio a um desequilíbrio comercial que preocupa a indústria alemã e à busca europeia por reduzir dependência da China.
  • A comitiva alemã inclui 30 empresas, entre elas Volkswagen e BMW, que enfrentam pressão da competição chinesa e o desafio de um déficit comercial.

Merz e Li reuniram-se em Pequim nesta quarta-feira para discutir o aprofundamento da cooperação entre Alemanha e China. O encontro ocorre durante uma visita do chanceler alemão para redefinir vínculos diante do desequilíbrio comercial. Local: Beijing, data 25 de fevereiro.

O chanceler alemão afirmou que a Alemanha valoriza a continuidade e o aprofundamento das exchanges econômicas com a China, maior parceiro comercial do país no ano passado, destacando a necessidade de cooperação justa e de comunicação aberta.

O premier Li Qiang pediu aos dois lados que reforcem o multilateralismo e o livre comércio, em apoio a um sistema global mais estável. A China busca ser visto como parceira econômica confiável frente às tensões comerciais.

Contexto econômico e cena europeia

A União Europeia acompanha sinais de domínio chinês em setores-chave da manufatura e de aumento do desequilíbrio bilateral, conforme relatório recente da Comissão Europeia.

A Alemanha, com economia fortemente manufacteira, enfrenta pressão de concorrência chinesa, o que alimenta debates internos sobre proteção comercial e dependência externa. A pauta é acompanhada por empresas alemãs presentes na comitiva de Merz.

O grupo de 30 empresas, incluindo VW e BMW, chega a Pequim para reforçar a presença alemã na China, mercado vasto e de alta demanda, mas com competição intensa.

Perspectivas de cooperação e mensagens oficiais

Altos representantes reiteram a importância de manter estável o fluxo de bens e investimentos entre as duas potências, salientando o papel da China como parceiro estável em um cenário de volatilidade global. A China destaca benefícios de engajamento com a UE, especialmente diante de políticas comerciais dos EUA.

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