- O governo de coalizão alemão concordou em revogar parte de uma lei de aquecimento controversa, permitindo que famílias usem combustíveis fósseis.
- A nova proposta substitui parte da exigência de uso de energias renováveis em sistemas de aquecimento por opções mais flexíveis, incluindo óleo e gás.
- Também foi retirado o mandamento de consulta de especialistas na instalação de novos sistemas de aquecimento.
- O CDU (conservadora) afirma que a mudança mantém a meta de reduzir CO₂, ao mesmo tempo em que amplia a liberdade de escolha, enquanto os verdes criticam, dizendo que isso compromete as metas climáticas.
- A lei revisada mantém subsídios para bombas de calor e prevê aumento gradual do uso de combustíveis fósseis de forma a 2040, com o objetivo de zerar emissões líquidas até 2045.
A coalizão que governa a Alemanha concordou em retirar trechos de uma lei de aquecimento controversa que obrigava o uso de renováveis, abrindo espaço para uso de combustíveis fósseis. O objetivo é permitir que imóveis possam depender de óleo e gás, reduzindo restrições sobre a instalação de sistemas de aquecimento.
A mudança resulta de negociações entre o SPD, os Greens e o FDP, com o Stefan Merz (CDU) defendendo maior liberdade de escolha para os proprietários. O texto revisado também tira a obrigatoriedade de consultoria de especialistas na instalação de novos sistemas de aquecimento.
A nova proposta sustenta manter metas de redução de CO2 para edifícios, mas prevê maior flexibilidade tecnológica. O governo afirma que a medida aumenta a liberdade de escolha, enquanto críticos alertam para riscos aos compromissos climáticos.
Repercussões políticas
Os Greens, hoje na oposição, dizem que as mudanças colocam em risco as metas climáticas, citando impactos potenciais no combate às emissões de construção. A bancada afirma que o acordo sinaliza prioridade a interesses de curto prazo sobre objetivos ambientais.
O ministro da Economia, hoje líder, enfatiza que a reforma visa restaurar opções para o consumidor. Segundo ele, as medidas incluem modelos híbridos, biomassa e, em algumas situações, gás ou óleo, com maior uso de biogás ou biocombustíveis.
Analistas apontam que a Alemanha, maior economia da UE, ainda depende fortemente de petróleo e gás para aquecimento, o que complica o atingimento de metas de emissão até 2045. A disponibilidade de combustíveis verdes é citada como entrave adicional no curto prazo.
A reforma chega após meses de acordo entre parceiros da coalizão e de críticas da oposição e de setores industriais. O governo sustenta que a mudança reduz insegurança de compradores e incentiva investimentos contínuos em eficiência energética.
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