- O governo dos Estados Unidos começou a aplicar uma tarifa global de 10% sobre importações, com duração de 150 dias, a menos que o Congresso aprove uma prorrogação.
- A decisão foi tomada após a Suprema Corte, em votos de seis a três, declarar ilegal grande parte dessas tarifas e limitar a prerrogativa do presidente de alterá-las conforme desejar.
- O acordo de livre comércio com Canadá e México (T-MEC) exclui a maioria dos produtos canadenses e mexicanos da tarifa geral.
- A decisão permite que, em determinados casos, itens como automóveis e aço recebam tributação conforme a escolha do governo.
- Empresas e estados já anunciaram que vão buscar indenização na Justiça, e Trump manteve a promessa de manter as tarifas enquanto estiver no cargo.
O governo dos Estados Unidos começou a aplicar nesta terça-feira uma nova tarifa global sobre importações, de 10%. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte ter restringido parte de sua política tarifária. A tarifa terá vigência de 150 dias, caso o Congresso não aprove prorrogação.
A decisão da Suprema Corte limitou a prerrogativa do presidente para impor tarifas de maneira ampla. O tribunal deu poderes limitados a ações de emergência nacional para cobrar taxas sobre itens como automóveis e aço, mantendo a possibilidade de tributar esses setores apenas em situações específicas.
A administração Trump manteve a linha protecionista, mas reconheceu ajustes necessários. O governo argumenta que as tarifas visam reduzir déficits da balança de pagamentos e pressionar parceiros comerciais. Ao mesmo tempo, negociações com países como Coreia do Sul e Índia continuaram ativas ao longo de 2025.
Contexto legal e impactos
Desde abril do ano passado, o uso de “emergência nacional” tem sido a justificativa para medidas tarifárias. A decisão da Suprema Corte alterou parte desse enquadramento, suspendendo parte das tarifas existentes.
A tarifa não alcança amplamente o Canadá e o México, por conta de acordos de livre comércio regionais. O T-MEC permanece em negociação para ajustes durante este ano, segundo informou o governo dos EUA.
Empresas e estados já sinalizam à Justiça que vão buscar indenizações por perdas associadas às tarifas. O governo também sinalizou que pode aumentar as cobranças para países que contarem com manobras semelhantes.
Na prática, Trump afirmou que continuará buscando uso de tarifas enquanto estiver na presidência, mesmo diante do revés judicial. As autoridades ainda avaliam impactos econômicos de curto e longo prazo sobre cadeias produtivas dos EUA.
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