- A Met libertou sob fiança o ex‑ministro laborista Peter Mandelson após interrogatório de mais de dez horas sobre sua relação com Jeffrey Epstein.
- Ele é suspeito de ter cometido conduta imprópria no exercício do cargo público, no âmbito do caso Epstein.
- Mandelson foi levado por dois agentes da Unidade de Delitos Especiais em veículo camuflado e retornou a Camden, em Londres, de madrugada, sem escolta, em taxi.
- A apuração começou no início de fevereiro e a polícia já havia registrado casas em Wiltshire e em Camden antes da detenção.
- Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram mensagens em que Mandelson alertava Epstein sobre venda de patrimônio britânico e sobre ajuda financeira da União Europeia, o que alimentou uma crise política no governo de Starmer.
O ex-ministro trabalhista e ex-embaixador em Washington, Peter Mandelson, foi detido pela Polícia Metropolitana (Met) de Londres nesta segunda-feira, sob a acusação de conduta imprópria no exercício de cargo público relacionada a Epstein. Ele foi liberado sob fiança por volta das 2h da manhã, após mais de 10 horas de interrogatório.
Segundo a Met, Mandelson foi conduzido em veículo não identificado para a delegacia, onde permaneceu sob custódia durante o interrogatório. O político retorna ao seu endereço em Camden, sem escolta, em horário de madrugada, sob regime de fiança.
A investigação envolve registros de imóveis do ex-ministro, realizados no condado de Wiltshire e em Camden, antes da detenção. A polícia já solicitava informações sobre supostos vínculos com o financista Jeffrey Epstein desde o início de fevereiro.
Contexto da investigação
Mandelson é suspeito de ter filtrado informações econômicas confidenciais do governo a Epstein quando integrava o governo de Gordon Brown, em 2009. A auditoria inclui mensagens relacionadas a possíveis negociações de ativos do governo britânico.
Em mensagens, o ex-ministro teria alertado Epstein sobre decisões de ajuda financeira da União Europeia e sugerido pressões para influenciar ministros da época. Tais conteúdos vieram a público com o avanço das investigações.
O caso ganhou tração após Mandelson ter sido indicado por Starmer para a função de embaixador em Washington. O cargo foi assumido durante o período de excedência na Câmara dos Lords, com retorno ainda incerto para o governo britânico.
A crise interna no Partido Trabalhista aumentou diante das revelações. Starmer pediu apuração completa e eventual responsabilização, com participação da Comissão de Segurança e Inteligência para decidir a divulgação de documentos.
A polícia britânica afirmou que a investigação continua, com diligências em evidências e testemunhos de autoridades envolvidas. Não houve confirmação de novas detenções até o momento.
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