- A polícia britânica revistou a antiga mansão de Andrew Mountbatten-Windsor, em Sandringham, após ele ser libertado sob investigação na quinta-feira, dia do seu 66º aniversário.
- Há suspeitas de má conduta no exercício de cargo público, envolvendo o possível envio de documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein.
- Andrew foi detido por mais de dez horas, não foi acusado de crime e deixou a delegacia em um Range Rover com aparência abatida.
- Documentos divulgados pelos Estados Unidos sugerem que ele manteve amizade com Epstein e encaminhou relatórios do governo sobre oportunidades de investimento e avaliações de países.
- O rei Charles III disse que a lei deve seguir seu curso e que o tema será investigado pelas autoridades competentes; o príncipe havia perdido o título no ano passado.
A polícia britânica realizou novas diligências na mansão de Sandringham, em Norfolk, após libertar o ex-príncipe Andrew. A ação ocorreu nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, pouco depois da divulgação de imagens dele deixando uma delegacia. A investigação envolve suspeitas de conduta imprópria no exercício de cargo público.
O ex-príncipe Andrew foi detido na quinta-feira, aniversário de 66 anos, sob alegações de envio de documentos confidenciais do governo ao financista Jeffrey Epstein, quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Ele permaneceu detido por mais de 10 horas, mas foi liberado sem acusações formais.
A foto dele, já visto como figura central da realeza, gerou ampla repercussão internacional, com manchetes sobre uma possível queda. Andrew sempre negou irregularidades em relação a Epstein, comprometido apenas em afastar-se de posições públicas. Em 2024, o rei Charles retirou o título de príncipe do irmão e o afastou de sua residência em Windsor.
Documentos divulgados por autoridades americanas mostraram que Andrew manteve relações com Epstein após a condenação do financista, e teriam sido encaminhados a Epstein relatórios britânicos sobre oportunidades de investimento no Afeganistão, bem como avaliações de Vietnã, Cingapura e outros países visitados por ele. As informações ampliam o escrutínio sobre o papel dele no governo britânico.
A prisão de um membro sênior da família real, oitavo na linha de sucessão, é um fato sem precedentes recente. Em nota pública, o rei Charles enfatizou que a lei deve seguir seu curso e que o processo investigatório deve ser conduzido pelas autoridades competentes.
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