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ONU defende comissão de controle humano da IA; EUA rejeitam ideia

ONU propõe comissão de controle humano da IA; EUA rejeitam governança global, citando risco de centralização e impacto mundial

Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (C), em grupo com líderes de empresas de IA na Cúpula de Impacto da IA ​​em Nova Delhi. — Foto: LUDOVIC MARIN / AFP
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  • A ONU criou o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, com quarenta especialistas, para avaliar impactos, riscos e estratégias, em linha com a abordagem do IPCC para mudanças globais.
  • O governo dos Estados Unidos rejeita a governança global da IA, segundo o conselheiro da Casa Branca, Michael Kratsios, mantendo a posição de não centralizar o controle.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a governança baseada na ciência pode tornar o avanço da IA mais seguro, justo e amplamente compartilhado.
  • O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva alertou que, sem ação coletiva, a IA pode agravar desigualdades; o primeiro-ministro indiano Narendra Modi afirmou que humanos e IA devem evoluir juntos para o bem comum.
  • A cúpula em Nova Délhi busca investimentos e acordos no setor, com a próxima edição prevista para Genebra no primeiro semestre de 2027, enquanto o tema da regulamentação volta a ganhar destaque com pedidos de líderes da indústria.

A ONU propôs a criação de um Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial, com foco no controle humano. A iniciativa foi anunciada durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, em Nova Délhi, Índia, em 20 de setembro.

Guterres afirmou que a assinatura de ações com base na ciência pode tornar o avanço da IA mais seguro e justo. O painel foi designado pela Assembleia Geral da ONU para avaliar impactos e propor respostas técnicas e regulatórias.

Lula da Silva destacou que, sem ação coletiva, a IA pode ampliar desigualdades históricas. Ele ressaltou a relação entre controle de algoritmos e estruturas de poder, chamando atenção para riscos de concentração tecnológica.

Michael Kratsios, representante dos EUA, disse que o governo americano rejeita uma governança global da IA. Ele argumentou que a adoção da IA não pode ficar sujeita a burocracia centralizada.

Posicionamentos

O encontro em Nova Délhi reuniu diversas vozes sobre impactos sociais, empregos e acesso a tecnologias. O governo indiano organizou a cúpula, a primeira em um país em desenvolvimento, para estimular investimentos e acordos no setor.

A cúpula, quarta edição anual sobre política da IA, deve ter uma declaração final ainda em debate. Observadores apontam que há dificuldades para chegar a compromissos concretos entre as partes.

Sam Altman, CEO da OpenAI, defendeu a necessidade de regulamentação, destacando a democratização da IA como caminho para o benefício global, sem abrir mão de medidas de segurança.

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