- Polícia de tirana utilizou gás lacrimogêneo e carro-pipa em confrontos com manifestantes da oposição que pedem a renúncia do governo de Edi Rama.
- Os participantes lançaram bombas de combustível e fogos de artifício no gabinete do primeiro-ministro; a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e carro-pipa.
- As tensões aumentaram desde dezembro, quando a vice-primeira-ministra Belinda Balluku foi indiciada por suposta interferência em licitações de grandes obras e favorecimento a determinadas empresas.
- A a Suprema Corte anti-corrupção suspendeu Balluku, mas o Ministério Público Especial pediu à Assembleia a retirada da imunidade para permitir a prisão.
- Rama e o Partido Socialista possuem maioria parlamentar, mas não está claro quando a imunidade será retirada; a União Europeia exige maior combate à crime e à corrupção para a adesão até 2030.
Polícia de Tirana dispersou protestos de oposição com gás lacrimogênio e carros-pipa nesta sexta-feira. Os manifestantes pedem a renúncia do governo albanês após o envolvimento de autoridades em acusações de corrupção ligadas a contratos de infraestrutura.
Poucas horas antes, os manifestantes lançaram artefatos explosivos caseiros e fogos de artifício contra o gabinete do primeiro-ministro Edi Rama. A resposta policial incluiu gás lacrimogêneo e água para dispersar o grupo.
A detida da vice-primeira-ministra Belinda Balluku, alvo de uma acusação de interferência em licitações públicas, foi suspensa por um tribunal anticorrupção. O Ministério Público quer a retirada de sua imunidade para permitir sua detenção.
Tensões políticas em ascensão
O líder do Partido Democrático, Sali Berisha, pediu protestos contínuos e prometeu responsabilizar os responsáveis, independentemente de eventuais salvaguardas legais. A oposição acusa Rama de ampliar o controle sobre o judiciário.
O governo de Rama possui maioria estável no parlamento desde a reeleição de 2023. A imunidade de Balluku ainda não foi retirada pela assembleia, o que mantém pendente a possibilidade de prisão.
A Albânia busca a adesão à União Europeia até 2030, mas a UE exige avanços no combate à criminalidade e à corrupção antes de avançar nos passos de integração.
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