- Les Wexner, dono da marca Victoria’s Secret, deve depor diante do Congresso na quarta-feira sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, em depoimento a portas fechadas.
- Ele nega má conduta relacionada a Epstein; a equipe dele não respondeu ao pedido de comentário, mas já foi informado que colaboraria com a investigação.
- Wexner contratou Epstein em mil novecentos noventa e um para gerir seu dinheiro e afirmou ter encerrado a relação em dois mil e sete, alegando que Epstein desviau quarenta e seis milhões de dólares de seus ativos.
- A reportagem do Wall Street Journal, publicada em dois mil e dezenove, indicou que Epstein teve papel central no sucesso financeiro de Wexner, com Epstein recebendo duzentos milhões de dólares da operação.
- Além de Wexner, outros próximos de Epstein foram intimados pela comissão de fiscalização da Câmara, incluindo Ghislaine Maxwell, que recusou depor, e Bill e Hillary Clinton.
Les Wexner, bilionário criador da Victoria’s Secret, deverá depor nesta quarta-feira ao Congresso sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. A oitiva ocorre em uma sessão a portas fechadas, parte da investigação da Câmara sobre os crimes do financiador falecido.
Wexner nega qualquer conduta imprópria relacionada a Epstein. A equipe do empresário não respondeu de imediato a pedidos de comentário, mas um representante legal já disse que ele cooperará plenamente com qualquer investigação governamental.
O magnata da moda contratou Epstein em 1991 para gerir seu patrimônio. Afirmou ter encerrado a relação em 2007, antes de Epstein se declarar culpado, em 2008, por prostituição no nível estadual na Flórida, e afirmou que Epstein desviou US$ 46 milhões de seus ativos após o fim do vínculo.
Segundo o Wall Street Journal, em 2019, Wexner teve papel central no sucesso financeiro de Epstein, com o próprio Epstein supostamente faturando cerca de US$ 200 milhões com o acordo. A reportagem ressalta que o relacionamento foi determinante para a expansão do esquema.
Ghislaine Maxwell, já condenada a 20 anos de prisão por facilitar o tráfico de adolescentes, também está entre os indivíduos citados pela Câmara para depor, e recusou-se a responder perguntas em depoimento recente. O advogado de Maxwell disse que a clientes invocou direito ao silêncio em meio a recursos jurídicos.
Além de Maxwell, a Câmara também emitiu convocações para Bill e Hillary Clinton. O ex-presidente já admitiu ter voado no avião de Epstein em viagens de auxílio humanitário, porém afirma não ter visitado a ilha privada do financista.
A Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, aprovada no fim do ano passado, determina que o Departamento de Justiça libere todos os documentos de investigação sobre Epstein em 30 dias. O governo já revelou várias parcelas, incluindo uma liberação de 3,5 milhões de páginas, em 30 de janeiro, mas defensores de transparência afirmam que milhões de páginas ainda não foram divulgadas.
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