- Um assessor de Andrew Mountbatten-Windsor aconselhou Jeffrey Epstein a omitir informações de condenação criminal em um pedido de visto para a China, para facilitar a visita a Beijing.
- O assessor, David Stern, sugeriu que o pedido fosse feito na embaixada chinesa em Paris e que não fosse informado sobre rejeições anteriores ou condenação criminal.
- Epstein cumpriu 18 meses de prisão nos Estados Unidos em 2008 por solicitação de menores de idade, e não está claro se a viagem para a China chegou a ocorrer.
- Stern, que foi próximo tanto de Epstein quanto do príncipe, propôs a criação de uma estrutura de investimento na China e discutiu duas opções de empresa para negócios na região.
- As autoridades da Thames Valley polícia investigam possíveis irregularidades envolvendo Mountbatten-Windsor, Epstein e outras figuras, com apuração ainda em curso e sem acusações confirmadas até o momento.
O conteúdo divulgado mostra que um assessor de Andrew Mountbatten-Windsor orientou Jeffrey Epstein a omitir informações sobre condenação por abuso sexual de crianças no formulário de visto para a China, segundo os arquivos de Epstein.
David Stern, ligado tanto a Epstein quanto ao então príncipe, foi acionado após a negação inicial do visto. A orientação foi para que o pedido fosse feito na embaixada chinesa em Paris e para não marcar itens sobre condenações prévias ou acusações criminais.
Em e-mails de 2012, Stern afirma que a decisão final caberia a J (no caso, Epstein) e não a ele. Epstein cumpriu pena de 18 meses nos EUA, em 2008, por solicitação de adolescentes com idade de 14 anos.
Ele não houve confirmação de que Mountbatten-Windsor soubesse da orientação, e não parece que Epstein tenha realizado a viagem planejada a Beijing. Stern, de 48 anos, atuou como assessor próximo a Mountbatten-Windsor desde 2010 e foi diretor do Pitch@Palace entre 2016 e 2019.
Investigação em curso
Stern também aparece como propositor de um escritório de investimentos em Beijing, voltado a pessoas de alta renda, envolvendo a figura de PA (sigla usada entre Stern e Epstein). Os arquivos indicam planos para criar empresas ligadas a Asia Gateway ou a um novo veículo chamado Serpentine, com foco em atrair investidores chineses para o Reino Unido.
Trechos indicam que Asia Gateway seria uma firma de consultoria baseada em South Kensington, com envio de correspondência entre Epstein, Stern e Mountbatten-Windsor. Não está claro se o projeto foi adiante, mas mensagens de 23 de junho de 2012 sugerem cooperação adicional.
As autoridades policiais de Thames Valley estão em contato com promotores para apurar se houve crime ou necessidade de investigação formal. A investigação envolve possíveis repasses de informações confidenciais e relação com Epstein, segundo as apurações em curso. Ambos os alvos se declararam inocentes.
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