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Legisladores americanos acusam Bondi de ocultar nomes de associados de Epstein

Congressistas acusam Bondi de ocultar nomes de associados de Epstein durante sabatina sobre arquivos da investigação

U.S. Attorney General Pam Bondi testifies before a House Judiciary Committee hearing on oversight of the Justice Department, on Capitol Hill in Washington, D.C., U.S., February 11, 2026. REUTERS/Kent Nishimura
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  • O representante Thomas Massie, republicano de Kentucky, acusou a procuradora-geral Pam Bondi de ocultar nomes de associados poderosos de Jeffrey Epstein.
  • Massie questionou por que o nome de Leslie Wexner foi redigido em um documento da FBI que listava possíveis co-conspiradores na investigação de tráfico sexual relacionado a Epstein.
  • Bondi afirmou que o nome de Wexner aparece em outros arquivos e foi desredatado pelo DOJ em cerca de quarenta minutos após Massie apontar a edição.
  • A troca ocorreu em meio a críticas do Comitê Judiciário da Câmara sobre o volume de material de Epstein que permanece com redações e restrições legais.
  • O DOJ divulgou, no final do mês passado, mais de 3 milhões de páginas de documentos, reanimando o debate sobre ligações entre Epstein e pessoas ricas e influentes.

O Congresso revisita a forma como o Departamento de Justiça divulgou arquivos ligados a Jeffrey Epstein. Em uma audiência na terça-feira, o representante Thomas Massie, republicano de Kentucky, acusou a procuradora-geral Pam Bondi de ocultar nomes de associados influentes do finaceiro. A exposição ocorreu durante perguntas sobre o manejo dos arquivos pela Justiça.

Massie afirmou que o documento da FBI listando potenciais co conspiradores continha o nome de Leslie Wexner oculto. Bondi disse que o nome apareceu em outros arquivos liberados pelo DOJ, e que a redação foi retirada em cerca de 40 minutos após o alerta do congressista. Massie rebateu dizendo ter captado a falha no ato.

Redações excessivas

A sessão, marcada pela tensão entre Bondi e membros da Comissão Judiciária da Câmara, evidenciou frustração com o volume de informações de Epstein mantidas em sigilo. O DOJ divulgou recentemente mais de 3 milhões de páginas, após meses de controvérsia sobre o que deveria tornar público.

O órgão sustenta que várias informações não puderam ser publicadas por razões legais e de privilégio. Bondi afirmou que mais de 500 advogados do DOJ trabalhavam para revisar o material em cronograma reduzido e que, quando houve divulgação de identidades de vítimas, isso ocorreu de forma acidental.

Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret e fundador da L Brands, contratou Epstein como gerente de patrimônio nos anos 80. O empresário nega conhecimento de atividades criminosas de Epstein e não foi acusado de crime. Bondi ressaltou que Wexner é mencionado em outros arquivos não redigidos.

A deputada democrata Pramila Jayapal pediu que Bondi se desculpasse às vítimas, presentes na galeria, pela divulgação de nomes em alguns documentos. Bondi respondeu destacando o histórico de combate às vítimas e negou-se a se rebaixar a “teatros”.

Observadores políticos veem a defesa de Bondi como parte de um padrão de independência institucional nos inquéritos, com abordagens que já envolveram temas sensíveis ao longo da gestão atual. A audiência ocorreu dias após decisões judiciais sobre acusações contra parlamentares democratas.

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