- O representante Thomas Massie, republicano de Kentucky, acusou a procuradora-geral Pam Bondi de ocultar nomes de associados poderosos de Jeffrey Epstein.
- Massie questionou por que o nome de Leslie Wexner foi redigido em um documento da FBI que listava possíveis co-conspiradores na investigação de tráfico sexual relacionado a Epstein.
- Bondi afirmou que o nome de Wexner aparece em outros arquivos e foi desredatado pelo DOJ em cerca de quarenta minutos após Massie apontar a edição.
- A troca ocorreu em meio a críticas do Comitê Judiciário da Câmara sobre o volume de material de Epstein que permanece com redações e restrições legais.
- O DOJ divulgou, no final do mês passado, mais de 3 milhões de páginas de documentos, reanimando o debate sobre ligações entre Epstein e pessoas ricas e influentes.
O Congresso revisita a forma como o Departamento de Justiça divulgou arquivos ligados a Jeffrey Epstein. Em uma audiência na terça-feira, o representante Thomas Massie, republicano de Kentucky, acusou a procuradora-geral Pam Bondi de ocultar nomes de associados influentes do finaceiro. A exposição ocorreu durante perguntas sobre o manejo dos arquivos pela Justiça.
Massie afirmou que o documento da FBI listando potenciais co conspiradores continha o nome de Leslie Wexner oculto. Bondi disse que o nome apareceu em outros arquivos liberados pelo DOJ, e que a redação foi retirada em cerca de 40 minutos após o alerta do congressista. Massie rebateu dizendo ter captado a falha no ato.
Redações excessivas
A sessão, marcada pela tensão entre Bondi e membros da Comissão Judiciária da Câmara, evidenciou frustração com o volume de informações de Epstein mantidas em sigilo. O DOJ divulgou recentemente mais de 3 milhões de páginas, após meses de controvérsia sobre o que deveria tornar público.
O órgão sustenta que várias informações não puderam ser publicadas por razões legais e de privilégio. Bondi afirmou que mais de 500 advogados do DOJ trabalhavam para revisar o material em cronograma reduzido e que, quando houve divulgação de identidades de vítimas, isso ocorreu de forma acidental.
Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret e fundador da L Brands, contratou Epstein como gerente de patrimônio nos anos 80. O empresário nega conhecimento de atividades criminosas de Epstein e não foi acusado de crime. Bondi ressaltou que Wexner é mencionado em outros arquivos não redigidos.
A deputada democrata Pramila Jayapal pediu que Bondi se desculpasse às vítimas, presentes na galeria, pela divulgação de nomes em alguns documentos. Bondi respondeu destacando o histórico de combate às vítimas e negou-se a se rebaixar a “teatros”.
Observadores políticos veem a defesa de Bondi como parte de um padrão de independência institucional nos inquéritos, com abordagens que já envolveram temas sensíveis ao longo da gestão atual. A audiência ocorreu dias após decisões judiciais sobre acusações contra parlamentares democratas.
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