- A divulgação de 3,5 milhões de documentos, e-mails, fotos e vídeos de Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA, em 30 de janeiro, cita nomes como príncipe Andrew, Bill Clinton e Elon Musk; não implica culpa, mas pode ser comprometedora.
- No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta crise por ter nomeado Peter Mandelson como embaixador nos EUA; Mandelson é alvo de investigação policial, e Miroslav Lajčák renunciou após revelar mensagens com Epstein.
- Na esfera real europeia, o príncipe Andrew Mountbatten-Windsor volta a ser citado; polícia investiga divulgação de documentos confidenciais a Epstein; ex-esposa Sarah Ferguson também tem ligações com o financista.
- Na Noruega, a princesa Mette-Marit teve a reputação manchada por e-mails íntimos com Epstein; ex-ministro Thorbjørn Jagland é alvo de investigação por vínculos com Epstein; Mona Juul deixou cargos oficiais.
- nos Estados Unidos e em outros lugares, Bill Clinton e Hillary Clinton concordaram depor, Donald Trump é citado nas mensagens, Bill Gates lamenta as ligações com Epstein e Elon Musk é mencionado, embora tenha negado envolvimento direto.
Quase sete anos após o suicídio de Jeffrey Epstein, os novos 3,5 milhões de documentos, e-mails, fotos e vídeos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos provocam repercussões para figuras públicas. Entre elas, pessoas ligadas à realeza, diplomatas e ex-líderes enfrentam perguntas difíceis. A divulgação não implica culpa, mas pode comprometer reputações.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer tem a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA sob escrutínio, com a possibilidade de o político ter recebido transferências de dinheiro. Mandelson foi afastado do cargo e deixou a Câmara dos Comuns recentemente, diante de investigações em curso.
Na Europa, o eslovaco Miroslav Lajčák renunciou ao cargo de assessor de segurança nacional após revelar-se troca de mensagens sobre mulheres com Epstein, quando era chanceler. Da mesma forma, a carreira de outros servidores públicos europeus é analisada à luz dos novos documentos.
Repercussões na realeza e na diplomacia
Andrew Mountbatten-Windsor, já despojado de títulos por vínculos com Epstein, volta a constar entre as referências nas investigações. A polícia britânica investiga possível divulgação de documentos confidenciais envolvendo Epstein durante atividades de Andrew no governo.
A ex-madrasta de Andrew, Sarah Ferguson, também aparece em vínculos com Epstein, segundo os registros. A princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, teve milhares de e-mails íntimos com o financista entre 2011 e 2014, após a condenação dele por incitação à prostituição de menores.
A monarquia norueguesa reage com declarações públicas, mas colegas apontam impactos sobre a percepção de Mette-Marit como futura chefe de Estado, segundo pesquisas recentes.
Investigações e demissões
Na Noruega, Jagland, Juul e Terje Rød-Larsen enfrentam investigações por possíveis vínculos com Epstein, durante mandatos no Comitê Nobel e no Ministério das Relações Exteriores. Juul deixou de ser embaixadora da Noruega para a ONU, Iraque e Jordânia.
O Fórum Econômico Mundial investiga seu diretor-geral, Brende, por fluxo de mensagens com Epstein. Lang, ex-líder francês, também afirma desconhecer crimes do financista; demais vínculos familiares foram revelados.
Joanna Rubinstein deixou a Acnur Suécia após viagens com Epstein em 2012. Caroline Lang, ligada ao mundo do cinema, deixou cargo em sindicato de produtores após vínculos com Epstein virem a público.
Repercussão nos Estados Unidos
Bill Clinton e Hillary Clinton depuseram ao Congresso após pressões legais, negando condutas inadequadas e destacando contatos limitados com Epstein. Donald Trump é citado nos registros, mas afirma não ter enfrentado acusações.
O magnata Bill Gates expressou surpresa com a extensão das ligações com Epstein; Melinda French Gates pediu explicações sobre encontros entre Epstein e Gates, segundo os documentos. Outros nomes, como Larry Summers, também receberam atenção pública.
Elon Musk aparece entre os citados, embora afirme ter recusado convites para viajar à ilha caribenha de Epstein. A cobertura enfatiza que a divulgação visa esclarecer relações passadas e não comprovam crimes.
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