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PT critica autonomia do Banco Central e apoia Venezuela e Cuba

PT defende queda da Selic e critica autonomia do Banco Central; apoia Venezuela e Cuba e propõe regulação do ambiente digital

Resolução do PT foi aprovada em Salvador durante congresso de 46 anos da sigla (Foto: Joao Valadares/PT)
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  • O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que critica a autonomia do Banco Central e defende a redução da taxa básica de juros, atualmente em quinze por cento ao ano, afirmando que a política atual freia o investimento produtivo.
  • O texto sustenta que a autonomia do BC, criada no governo de Jair Bolsonaro, transforma a política monetária em obstáculo ao crescimento econômico e à agenda de desenvolvimento do partido.
  • A resolução diz que há espaço para cortes na Selic e que o PT continuará pressionando por mudanças na política de juros nos próximos meses, mesmo com sinal de possível redução em março.
  • No capítulo de política externa, o PT afirma que o Brasil não deve aceitar interferência externa na autodeterminação de povos e critica ataques à Venezuela e ameaças a Cuba, sem mencionar diretamente os EUA.
  • O documento também defende regulamentação do ambiente digital antes das eleições, destacando a necessidade de combater fake news e uso indevido de inteligência artificial para garantir eleições democráticas e transparentes.

O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que critica a política monetária e a autonomia do Banco Central, além de defender mudanças na relação externa do Brasil. O texto defende a redução da taxa básica de juros e classifica a atuação do BC como entrave ao projeto político do partido. A deliberação foi discutida na sexta-feira (6) durante reunião em Salvador e tornou-se pública no sábado (7), em meio às comemorações dos 46 anos da sigla.

A resolução sustenta que a autonomia do BC, instituída no governo de Jair Bolsonaro, transformou a política monetária em instrumento de bloqueio ao crescimento econômico. Segundo o documento, esse desenho favorece a financeirização, drena recursos públicos e restringe investimentos produtivos, aprofundando um cenário de juros elevados. O PT afirma que os juros seguem em patamar restritivo e incompatível com o desenvolvimento nacional.

No texto, o PT afirma que os próximos passos incluirão pressão por mudanças na política de juros nos meses seguintes, alegando que a taxa Selic, hoje em 15% ao ano, impede investimentos e expansão econômica. A resolução menciona ainda críticas ao que chama de resistência interna dentro do partido à aceleração da redução da taxa de juros. Em janeiro, o Comitê de Política Monetária sinalizou possibilidade de cortes na próxima reunião, prevista para março.

A pauta externa defendida pelo PT também aparece no documento. A resolução afirma que o Brasil não deve aceitar ingerência externa sobre autodeterminação de povos e critica ataques à Venezuela e ameaças a Cuba. O texto sugere que pressões internacionais lembram períodos históricos de ingerência na região, sem mencionar diretamente os Estados Unidos.

Além disso, o PT destaca a necessidade de regulamentar o ambiente digital antes das eleições. O documento afirma que redes sociais e plataformas digitais facilitaram a disseminação de desinformação e orienta ações nacionais contra fake news e uso indevido de inteligência artificial para assegurar eleições democráticas e transparentes.

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